Descrição de chapéu kim jong un

Delegação sul-coreana visitará a vizinha do norte para negociação de acordo

Enviados vão discutir paz na península coreana e negociações entre Pyongyang e Washington

Seul | Associated Press

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, enviará uma delegação para a Coreia do Norte nesta semana para discutir assuntos nucleares e ajudar na retomada de diálogo entre Pyongyang e Washington, disseram autoridades neste domingo (4).

Serão os primeiros enviados especiais sul-coreanos a viajar para Pyongyang em cerca de dez anos. A viagem ocorre em meio a um raro momento de boa vontade entre os rivais, decorrentes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang.

A delegação de dez membros liderada pelo diretor de segurança nacional Chung Eui-yong vai a Pyongyang na tarde desta segunda-feira (5) para uma visita de dois dias que inclui conversas com altos funcionários norte-coreanos não identificados.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in acena durante evento dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pyeongchang - John Sibley - 17.fev.2018/Reuters

As discussões abordarão como promover a paz na península coreana, melhorar os laços entre as Coreias e promover um ambiente para realizar a retomada das negociações entre Pyongyang e Washington.

Após a viagem a Pyongyang, a delegação sul-coreana visitará Washington para informar os funcionários dos EUA sobre as negociações com as autoridades norte-coreanas, informou Yoon Young-chan, um alto funcionário presidencial, em uma conferência de imprensa televisionada.

Ele disse que a delegação da Coreia do Sul contará com o diretor do Serviço de Inteligência Nacional, Suh Hoon, e o ministro da Vice-Unificação, Chun Hae-sung.

Funcionários dos EUA disseram que a Coreia do Norte deve tomar sérias medidas de desarmamento antes que as negociações possam reiniciar, mas os norte-coreanos informaram que não colocarão seu programa nuclear na mesa de negociações.

No passado, a Coreia do Sul enviou enviados especiais a Pyongyang para alcançar acordos inovadores destinados a reduzir a animosidade. As duas últimas conversas entre as Coreias foram em 2000 e 2007, em ambas funcionários sul-coreanos foram a Pyongyang para elaborar os detalhes dos encontros com antecedência.

Kim Yo Jong (esq.) entrega carta do irmão, o ditador norte-coreano, ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em Seul - Yonhap - 10.fev.2018/AFP

REAPROXIMAÇÃO

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, na Coreia do Sul, as duas Coreias desfilaram juntas, sob uma bandeira unificada.

Essa foi a quarta vez desde o fim da guerra entre os dois países que a Coreia do Norte e a do Sul desfilaram juntas na abertura dos Jogos Olímpicos repetindo o feito dos Jogos de Verão de Sidney (2000) e Atenas (2004) e dos Jogos de Inverno de Turim, em 2006. 

Além do gesto realizado pelos atletas coreanos, o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, também enviou altos funcionários, incluindo sua influente irmã, para o início e fim dos Jogos. Kim Yo-jong entregou ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in, uma carta pessoal de seu irmão, em que expressava o desejo de melhorar a relação entre as Coreias. 

O documento foi confirmado pelo porta-voz de Moon, Kim Eui-kyeom. Autoridades norte-coreanas disseram a Moon que estavam dispostos a retomar o diálogo com Washington.

O presidente Donald Trump respondeu dizendo que as negociações só acontecerão "sob as condições certas". 

Alguns especialistas dizem que o alcance da Coreia do Norte durante os Jogos de Inverno foi uma tentativa de melhorar os laços com a vizinha do Sul, como forma de sair do isolamento diplomático e enfraquecer as sanções internacionais.

À frente, Hwang Chung Gum, da Coreia do Norte, e Won Yun-jong, da Coreia do Sul, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pyeongchang - Eric Gaillard - 9.fev.2018/Reuters
Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.