Descrição de chapéu mianmar Aung San Suu Kyi

Museu do Holocausto americano retira prêmio dado a líder de Mianmar

Para entidade, Aung San Suu Kyi não coopera com ONU e alimenta ataques de ódio contra rohingyas

A líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, fala durante evento do Dia Internacional da Mulher, em Naypyidaw - Thet Aung/AFP
Washington

O Museu do Holocausto dos EUA retirou seu prêmio máximo dado à líder de facto de Mianmar, Aung San Suu Kyi, devido a seu fracasso em impedir e condenar os ataques das forças militares contra a minoria muçulmana rohingya, afirmou a entidade nesta quarta-feira (7). 

A retirada do Prêmio Elie Wiesel a Suu Kyi, que também é Nobel da Paz de 1991, é a mais alta honra rescindida por causa de seu silêncio sobre os abusos contra os rohingya. 

Suu Kyi se recusa a cooperar com investigadores da ONU, alimentou ataques de ódio contra a minoria e tem negado acesso de repórteres às áreas onde os abusos ocorreram, afirmou carta do museu a Suu Kyi. 

"É com grande pesar que estamos agora rescindindo aquele prêmio", diz a carta, datada de 6 de março.

A Embaixada de Mianmar em Washington afirmou lamentar que o museu tenha sido "induzido ao erro e explorado por pessoas que não conseguem ver a situação real" no estado de Rakhine —de onde quase 700 mil rohingyas foram forçados a fugir desde agosto do ano passado para Bangladesh. 

A decisão de retirar o prêmio "não tem nenhum peso na determinação do povo de Mianmar em apoiar a liderança" de Suu Kyi, afirmou a embaixada em nota datada de 7 de março. 

O governo irá "redobrar seus esforços em encontrar uma solução duradoura", para o estado de Rakhine, diz ainda a nota. 

A ONU e organizações de direitos humanos têm coletado evidências de crimes cometidos pelo Exército de Mianmar contra os rohingya, incluindo assassinato, estupro e incêndio provocados. 

De maioria budista, Mianmar nega as acusações e diz que suas forças de segurança estão lutando contra terroristas. 

Reuters
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