Confronto entre palestinos e soldados israelenses deixa quatro mortos

Militares disparam contra manifestantes na fronteira com a faixa de Gaza

Manifestantes palestino carrega pneus durante o confronto com os militares israelenses
Manifestantes palestino carrega pneus durante o confronto com os militares israelenses - Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Gaza | AFP, Reuters e Associated Press

Tropas israelenses mataram quatro pessoas, incluindo um adolescente de 15 anos, e feriram outras 150 nesta sexta-feira (20) em novos confrontos na fronteira com a faixa de Gaza, disseram autoridades palestinas.   

Foi a quarta semana consecutiva com manifestações na região e elas devem continuar até o dia 15 de maio, como parte dos protestos feitos por grupos palestinos contra o aniversário de 70 anos da fundação de Israel

Ao menos 35 palestinos foram mortos pelas forças israelenses desde o início dos protestos, de acordo com a agência de notícias Reuters, e mais de mil ficaram feridos. Não há registros de israelenses mortos nos protestos. 

O Exército israelense afirmou que cerca de 3.000 palestinos participaram do ato nesta sexta e que parte do grupo tentou usar cortadores de arame para tentar romper a cerca da fronteira.

Os soldados, então, usaram alto-falantes para ordenar que a multidão deixasse o local e, após a ordem não ter sido seguida, começaram a disparar tiros e bombas de gás lacrimogênio.  

Ahmad Rashad al-Athamneh, 24, e Ahmad Nabil Abu Aqeb, 25, foram atingidos por tiros e morreram, disse o Ministério da Saúde palestino.

Não há informações sobre o estado de saúde dos feridos ou sobre quantos deles foram atingidos por balas. 

As manifestações, que costumam acontecer sempre as sextas-feiras, recebem o apoio do Hamas, grupo radical que controla a faixa de Gaza.

Além de defender o direito de retorno dos palestinos, os os atos também protestam contra o bloqueio que Israel faz da região, já que Tel Aviv considera o Hamas um grupo terrorista.

A violência na fronteira fez a atriz Natalie Portman, que nasceu em Jerusalém e se mudou para os Estados Unidos aos três anos de idade, se recusar a comparecer a uma cerimônia em Israel para receber um prêmio de US$ 1 milhão (R$ 3,4 milhões). Segundo elas, os "eventos perturbadores" recentes a fizeram desistir de comparecer ao evento. 

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