Embaixador russo nos EUA diz que 'haverá consequências' por ataque na Síria

Segundo Anatoly Antonov, 'insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível' 

Em Damasco, apoiadores do governo sírio com bandeiras da Síria, do Irã e da Rússia durante protesto contra o ataque a bases sírias
Em Damasco, apoiadores do governo sírio com bandeiras da Síria, do Irã e da Rússia durante protesto contra o ataque a bases sírias - Hassan Ammar/Associated Press

O embaixador da Rússia nos EUA, Anatoly Antonov, disse neste sábado (14) que o ataque liderado por EUA, Reino Unido e França contra alvos na Síria "não ficará sem consequências" e que "insultar o presidente da Rússia é inaceitável e inadmissível".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse por declaração que o ataque foi um "ato de agressão dos EUA e seus aliados" e que os russos "estão ajudando a legitimar um governo que luta contra o terrorismo" na Síria. Ele também diz que o ataque irá "piorar a catástrofe humanitária" no país. 

Segundo Donald Trump, os bombardeios atingiram instalações de produção de agentes tóxicos e foram uma represália ao suposto ataque químico que matou 40 pessoas na semana passada na Síria.

Mais cedo, o Kremlin já havia dito que as imagens do suposto ataque com armas químicas na Síria foram forjadas. O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirma ter "dados irrefutáveis que o episódio foi uma montagem criada pelo serviço secreto de países que estão na dianteira de uma campanha anti-Rússia".

 

CONDENAÇÕES

Os ataques também foram alvo de críticas de outros países. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que os líderes dos EUA, França e Reino Unido "são criminosos". 

Ele falou em encontro com autoridades iranianas e embaixadores de países islâmicos.

No Reino Unido, a primeira-ministra da Escócia Nicola Sturgeon disse que ataques aéreos não resolvem a situação na Síria e que a política externa britânica deve ser definida pelo parlamento, não pelo presidente dos EUA. Já Jeremy Corbyn, líder do partido trabalhista britânico, disse que o ataque aéreo é "legalmente questionável". 

agências de notícias

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