Ditador militar da Bolívia, Luis García Meza morre aos 88 anos

Meza foi internado em um hospital militar em La Paz após um ataque cardíaco, mas não resistiu

Luís García Meza, da Bolívia, é cercado pela polícia enquanto deixa a clínica Copacabana em La Paz, na Bolívia - Sandra Boulanger - 17.jan.1997/Associated Press
La Paz | Associated Press

O ditador militar boliviano Luis García Meza, que cumpria 30 anos de prisão, morreu neste domingo (29), aos 88 anos.

García Meza foi internado em um hospital militar em La Paz depois de sofrer um ataque cardíaco, mas não resistiu. 

Um relatório médico disse que ele morreu "de possível insuficiência respiratória". O hospital militar Cossmil disse à Associated Press que a morte ocorreu às 3h.

O ex-general do Exército foi preso por crimes incluindo homicídio e danos econômicos ao Estado durante seus 13 meses no cargo entre 1980 e 1981. Ele foi condenado à revelia e extraditado do Brasil para a Bolívia em março de 1995, mas completou grande parte de sua sentença no hospital onde morreu.

Em janeiro de 2017, um tribunal de Roma condenou García Meza e outros sete ex-líderes políticos e militares sul-americanos pelo desaparecimento e morte de 23 pessoas de origem italiana durante a repressão aos dissidentes por parte das ditaduras militares da região.

O ex-ministro do Interior de García Meza, Luis Arce Gomez, também foi condenado a 30 anos de prisão por assassinatos políticos e extraditado dos Estados Unidos ​para a Bolívia.

O líder militar boliviano liderou um golpe sangrento em julho de 1980 que depôs a presidente Lidia Gueiler quando o país tentava retornar à democracia após 16 anos de ditadura.

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