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Ataque a tiros em escola no Texas deixa ao menos dez mortos

Polícia deteve um adolescente suspeito de ser o atirador; dez pessoas ficaram feridas

Policiais chegam à escola em Santa Fé invadida por atirador na manhã desta sexta (18)
Policiais chegam à escola em Santa Fé invadida por atirador na manhã desta sexta (18) - Reprodução Twitter/HCSOTexas
São Paulo e Santa Fé (Texas)

Um ataque a tiros nesta sexta-feira (18) em uma escola na cidade de Santa Fé, no estado do Texas, nos EUA, deixou ao menos dez pessoas mortas, de acordo com o xerife local, Ed Gonzales. Entre as vítimas estão nove estudantes e um professor. 

Ao menos outras dez pessoas ficaram feridas e foram levadas ao hospital, sendo dois estudantes e um segurança da escola —não há informações sobre o estado de saúde delas nem detalhes sobre as outras vítimas.    

Segundo relatos, uma pessoa entrou atirando em uma aula de artes da escola. Testemunhas também disseram que ouviram o alarme disparar por volta das 7h45 locais (9h45 no horário de Brasília). 

O Santa Fe High School é um colégio com cerca de 1.400 alunos que fica no município de mesmo nome, a 40 km de Houston. A cidade tem cerca de 13 mil habitantes. 

A direção do distrito escolar de Santa Fé disse que foram encontrados possíveis explosivos na escola e em suas proximidades, após a instituição ser esvaziada. Por isso, as autoridades pediram que os moradores da cidade informem caso vejam qualquer pacote suspeito

SUSPEITO 

Um adolescente de 17 anos, identificado como Dimitrios Pagourtzis, foi detido como suspeito —ele era aluno da escola. Bombas caseiras e panelas de pressão, usadas para montar explosivos, foram encontradas na cena do crime e no trailer onde o garoto vivia.

Horas antes do ataque, Dimitrios Pagourtzis postou nas redes sociais imagens de um revólver, uma faca e um lança-chamas sobre a cama, além de uma camiseta estampada com a frase “nascido para matar”.

Segundo o governador do Texas, Greg Abbott, o autor do ataque planejava se matar depois de fazer suas vítimas, mas se entregou aos policiais. Dimitrios Pagourtzis, que usou uma espingarda e um revólver de seu pai no ataque, não tinha nenhum antecedente criminal e era conhecido por sua atuação na defesa do time de futebol americano da escola. 

Segundo um aluno da mesma, Dustin  Severin, o adolescente era alvo de bullying por parte de outros colegas e técnicos da equipe de futebol americano.

"Ele não conversava com ninguém", afirmou Dustin a uma rede de TV. "Os meus amigos da equipe de futebol me contavam que os técnicos falavam que ele [Dimitrios] fedia, bem na cara dele. E outros meninos olhavam para ele e ficavam rindo. Não era nada físico, mas um bullying emocional."

PRESSÃO

O ataque a tiros em Santa Fé acontece pouco mais de três meses após um atirador matar 17 estudantes em uma escola na cidade de Parkland, na Flórida.  

O caso deu início a uma onde de ações e manifestações no país pelo aumento no controle da venda de armas, o que aumentou o debate sobre o assunto e aumentou a pressão política a favor de mudanças na legislação. 

O maior dos atos aconteceu em Washington no dia 24 de março, com a participação de dezenas de milhares de pessoas

Nesta sexta, diversos alunos de Parkland usaram as redes sociais para pedir mais controle na venda de armas e expressar apoio às vítimas em Santa Fé. 

"Escola de Santa Fé, vocês não merecem isso. Vocês merecem paz em toda a vida, não apenas após uma lápide ser colocada sob sua cabeça. Vocês merecem mais do que pensamentos e preces, e após vocês nos apoiarem em protestos, nós estamos aqui para dar apoio e eco às suas vozes", disse Emma  Gonzales, uma das sobreviventes do ataque na escola da Flórida. 

Já o presidente americano Donald Trump disse estar "triste e de coração partido", com o ataque. 

QUARTO MAIOR 

Caso as dez mortes na escola de Santa Fé, no Texas, sejam confirmadas, esse será o quarto pior caso de tiroteio em massa em uma escola americana desde pelo menos 1999.

As mortes na Santa Fé High School, colégio com cerca de 1.400 alunos e que fica no município de mesmo nome, só ficariam atrás dos massacres nas escolas Sandy Hook, em Newtown, (26 assassinados em 2012), Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (17 em fevereiro deste ano), e Columbine, em Littleton (13 em 1999).

MAIORES ATENTADOS A TIROS EM ESCOLAS NOS EUA

Em escolas de ensino infantil, fundamental e médio, desde 1999

Newtown, Connecticut  (2012)

27 mortos

Adam Lanza, 20, ataca escola de ensino fundamental Sandy Hook; entre os mortos há 20 crianças

Parkland, Flórida (2018)

17 mortos

O ex-aluno Nikolas Cruz, 19, abre fogo dentro de escola de ensino médio e mata alunos e professores

Columbine, Colorado (1999)

13 mortos

Os alunos Eric Harris e Dylan Klebold invadem escola armados com espingardas e armas semi-automáticas e matam colegas e professores

Red Lake, Minnesota (2005)

9 mortos

O ex-aluno Jeffrey Weise mata seu avô e a namorada dele antes de invadir escola, onde mata sete alunos usando uma pistola e uma espingarda

Nickel Mines, Pensilvânia (2006)

​5 mortos

Charles Roberts, 32, invade escola Amish e mata cinco alunas a tiros

Associated Press e Reuters
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