Atentado em mesquita deixa ao menos 17 mortos no Afeganistão

Centro de registro eleitoral funcionava no templo; violência é o principal obstáculo para eleição

São Paulo | AFP e Reuters

Ao menos 17 pessoas morreram e 34 ficaram feridas neste domingo (6) com a explosão de uma bomba no Afeganistão. O atentado aconteceu em uma tenda que funcionava como centro de registro eleitoral dentro de uma mesquita.

Um homem afegão baleado é levado de maca para um carro para ser encaminhado ao hospital, depois de um atentado em uma mesquita, que também funcionava como centro para registro eleitoral
Um homem afegão baleado é levado ao hospital depois de um atentado em uma mesquita, que também funcionava como centro para registro eleitoral - Farid Zahir/AFP

O número de vítimas pode aumentar, já que alguns feridos estão em estado crítico, informou o vice-diretor do serviço de saúde da província, Gul Mohammad Mangal.

O ataque acontece seis dias depois de um duplo atentado que causou 25 mortos em Cabul, entre eles nove jornalistas. Shah Marai, chefe do serviço fotográfico da AFP, um conhecido repórter fotográfico, estava entre eles.

A Comissão Eleitoral (IEC) reconhece que a violência e os atentados são o principal obstáculo para as eleições programadas para outubro, que serão as primeiras legislativas desde 2010.
 
​Em  22 de abril, um atentado suicida reivindicado pelo Estado Islâmico contra um centro de registro eleitoral em Cabul deixou cerca de 60 mortos.

Quatro dias antes, talibãs armados atacaram e incendiaram outro centro eleitoral na província oriental de Gor. Três funcionários e dois policiais foram sequestrados, mas libertados no dia seguinte.

As autoridades instalaram 7.000 centros de registro com a intenção de registrar 14 milhões de afegãos.

Também há uma intensa campanha na televisão e no rádio. Funcionários públicos podem tirar um dia de folga para se registrarem.

Mesmo assim, três semanas após o início do processo de dois meses,  apenas 1,2 milhão de inscritos foram contabilizados.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou no final de abril que a aliança apoiará as forças nacionais para garantir a segurança das eleições legislativas de outubro.

O Talibã lançou sua ofensiva recente, e recuperou muito terreno desde a retirada da coalizão internacional comandada pela OTAN no final de 2014.

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