Empresa californiana processa Trump por política ambiental

Patagonia, que se descreve como "companhia ativista" contesta redução de áreas de proteção

homem abre porta de ferro de armazém
Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, em Ventura (Califórnia) - Laure Joliet/The New York Times
David Gelles
Ventura (Califórnia) | The New York Times

Os escritórios da Patagonia ocupam um conjunto baixo de prédios de alvenaria nesta sonolenta cidade praiana no sul da Califórnia. Há painéis solares e mesas de piquenique no estacionamento, creche com playground junto ao saguão principal e fácil acesso à praia, onde os funcionários surfam na hora do almoço. É uma espécie de paraíso corporativo, onde californianos idealistas dirigem uma empresa privada que vende cerca de US$ 1 bilhão por ano em jaquetas acolchoadas e jeans de algodão orgânico.

Em uma manhã de segunda-feira incomumente quente e ventosa no início de dezembro, porém, a sede da Patagonia estava transformada em algo que parecia uma sala de guerra. Havia teleconferências de emergência com advogados em Washington. Documentos legais eram preparados. Web designers reformulavam a homepage da companhia.

Mas não era uma crise econômica o que tinha mobilizado a companhia.

Horas antes, o presidente Donald Trump havia anunciado planos de reduzir acentuadamente a área de dois monumentos nacionais em Utah. O Bears Ears, uma extensão de cânions de rocha vermelha ricos em sítios arqueológicos, seria cortada em 85%, ou mais de 400 mil hectares. Outro monumento, a Grande Escadaria-Escalante, seria reduzido pela metade.

Trump disse que a decisão tratava de cortar o excesso de responsabilidade federal. "Algumas pessoas acham que os recursos naturais de Utah deveriam ser controlados por um punhado de burocratas muito distantes situados em Washington", disse ele. "Sabe o quê? Elas estão erradas."

Mas para os grupos tribais e os conservacionistas que vinham monitorando a situação, incluindo a Patagonia, a decisão tornou realidade um de seus piores temores: o de que o governo Trump desfechasse um ataque às terras públicas, potencialmente abrindo áreas protegidas à mineração e à prospecção.

A Patagonia estava tão preparada para esse momento quanto qualquer empresa poderia estar. Durante mais de 45 anos, ela misturou negócios com política em um grau incomum na América corporativa.

Enquanto hoje em dia se espera que as empresas influenciem em tudo, do controle de armas aos direitos dos transgêneros —e muitas o fazem de modo desconfortável—, a Patagonia foi declaradamente política desde a década de 1970.

Ela se intitula "a Companhia Ativista" e defende publicamente a proteção ambiental, o comércio justo e padrões de trabalho mais rígidos. Ela apoia milhares de ativistas ambientais comunitários e esteve envolvida com a Bears Ears desde 2012. Mas até dezembro a Patagonia nunca havia se metido com um presidente.

Naquela segunda-feira, cerca de 50 empregados da Patagonia se encontraram em uma sala de reuniões para assistir ao discurso de Trump. O clima era grave. Em uma hora de comentários do presidente, a Patagonia atualizou a homepage de seu site. Em vez de imagens promocionais anunciando produtos coloridos, havia uma mensagem sóbria contra um fundo preto: "O presidente roubou sua terra".

Ao mesmo tempo, a equipe jurídica da Patagonia pôs em ação um plano que estava preparando havia meses: ia processar o presidente.

Trabalhando com um punhado de grupos locais e com a firma de advocacia Hogan Lovells, a Patagonia moveu uma ação no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Washington. A ação cita como réus Trump, o secretário do Interior, Ryan Zinke, o secretário da Agricultura, o diretor do Escritório de Gestão de Terras e o chefe do Serviço Florestal. E o argumento era simples: a Lei de Antiguidades de 1906 deu aos presidentes o poder de criar monumentos nacionais, mas não lhes dá o poder de reduzi-los.

"Por mais autoridade que tenha dado ao presidente para criar esses monumentos, o Congresso não deu ao presidente autoridade para revogar ou modificar esses monumentos", diz o processo. "O Congresso é a única autoridade que pode empreender tais modificações."

escritório da loja Patagonia
Objetos em exposição na Patagonia, loja que vende roupas para atividades ao ar live, em Ventura (Califórnia) - Laure Joliet/The New York Times

O ativismo da Patagonia deu à empresa muitos inimigos ao longo dos anos. Empreiteiras, a indústria de combustíveis fósseis e legisladores perseguiram a empresa, e desta vez não foi exceção. Enquanto a Patagonia intensificava sua campanha, o governo Trump revidou. Zinke e os legisladores republicanos a acusaram de fazer política para vender mais roupas, e o hashtag #BoycottPatagonia [boicote a Patagonia] começou a circular no Twitter.

As farpas só aguçaram a decisão da empresa. Seu fundador foi à CNN e chamou o governo Trump de "maligno". E Rose Marcario, a executiva-chefe da Patagonia, fez da proteção do Bears Ears uma de suas maiores prioridades.

"Nós sempre doamos às organizações comunitárias, faz parte do nosso DNA", disse ela em uma entrevista recente na sede da empresa, com uma bandeira americana tremulando do lado de fora de sua janela. "Mas a luta ficou muito mais urgente depois da eleição. Isso é totalmente sem precedentes."

Seria o suficiente por um dia se a Patagonia tivesse sido apanhada em uma discussão pública com o presidente. Mas horas depois do anúncio de Trump surgiu uma crise mais urgente: um incêndio no mato foi relatado em Santa Paula, na Califórnia, uma pequena comunidade não distante da sede da Patagonia.

Os ventos quentes e secos de Santa Ana sopravam nesse dia, levando o fogo a um inferno, e grande parte de Ventura logo foi evacuada. No momento em que a Patagonia se preparava para processar o presidente, seu campus foi fechado indefinidamente e os funcionários fugiram de suas casas.

"Fizemos muito planejamento para o processo", disse Corley Kenna, chefe de comunicações da Patagonia. "Não colocamos na lista incêndios mortais acontecendo ao mesmo tempo."

PROTEGENDO UM RIO

A Patagonia foi fundada por Yvon Chouinard, um montanhista enigmático interessado por zen-budismo e apaixonado pelo meio ambiente. Em 1957, ele aprendeu sozinho a trabalhar com metais e começou a fabricar e vender equipamento de montanhismo que causava menos danos às rochas que ele e seus amigos escalavam no Parque Nacional Yosemite.

Em poucos anos, ele tinha uma empresa em Ventura e fazia bons negócios vendendo roupas para entusiastas de atividades ao ar livre. Acabou chamando a companhia de Patagonia, em homenagem à vasta região montanhosa no extremo sul da América do Sul, onde ele havia estado recentemente.

A Patagonia desenvolveu um público fiel e aumentou suas ofertas. Mas de modo geral a companhia era um meio para atingir um fim, uma fonte de fundos que permitia a Chouinard e seus amigos surfar, escalar e viajar pelo mundo.

Isso mudou em 1972, quando Chouinard participou de uma reunião da câmara de vereadores sobre planos de desenvolvimento ao longo do rio Ventura. Sob uma proposta em consideração, o fluxo do rio seria alterado e uma ótima praia para surfe poderia ser arruinada.

homem e mulher de pé num armazém
O fundador da Patagonia, Yvon Chouinard, e a CEO, Rose Marcario, na empresa em Ventura (Califórnia) - Laure Joliet/The New York Times

Na reunião, parecia que o projeto seguiria em frente. Então um jovem ativista ambiental, Mark Capelli, foi à tribuna. Ele apresentou uma projeção de slides e afirmou que as modificações propostas prejudicariam os pássaros, as cobras d'água e os esquilos do estuário. O desenvolvimento foi suspenso, o rio foi protegido e a praia, preservada.

Chouinard fez amizade com Capelli e começou a apoiar seu trabalho, dando espaço no escritório para sua organização nascente, a Amigos do Rio Ventura, e ajudando a rebater várias outras tentativas de modificar o rio.

Isso definiu o modelo. A Patagonia daria pequenas verbas para ativistas locais, apoio em know-how de marketing e empresarial, e ampliaria sua mensagem com os clientes. Chouinard também resolveu doar 1% das vendas da Patagonia para apoiar o ativismo ambiental.

"A Patagonia estabeleceu um papel único no ecossistema político, e está disposta a ser muito pública sobre sua defensoria", disse Neil Kornze, que foi diretor do Escritório de Gestão de Terras sob o presidente Barack Obama e hoje dirige uma firma de consultoria ambiental. "Eles são um grupo de ávidos ambientalistas que por acaso vendem casacos."

Sob a orientação de Marcario, a Patagonia também seguiu em novas direções. Começou com uma filial de capital de risco, a Tin Shed Ventures, nome derivado da cabana de metal --que ainda existe-- onde Chouinard iniciou a ferraria, e investiu cerca de US$ 75 milhões (R$ 268 milhões hoje) em startups ecológicas.

Ela abriu uma empresa de alimentação, a Patagonia Provisions, que vende carne seca de búfalo, sopa de lentilha e cerveja. Recentemente, ativou uma espécie de rede social, a Patagonia Action Works, criada para conectar consumidores engajados com campanhas ambientais locais.

E a empresa mantém uma equipe de 18 pessoas enfocadas em apoiar o ativismo e distribuir bolsas. Desde 1985, a Patagonia doou cerca de US$ 900 milhões (R$ 3,2 bilhões no câmbio atual) para causas ambientais.

"A ciência sem ativismo é uma ciência morta", disse Chouinard em uma entrevista recente. "Queremos financiar as pequenas organizações ativistas que estão aí nas linhas de frente, as avós na frente das escavadeiras."

ESCRITO NO MURO

Em 2012, uma das pequenas organizações ativistas que a Patagonia apoiou pela primeira vez foi a Amigos de Cedar Mesa, uma pequena organização sem fins lucrativos que defendia a proteção de uma ampla área de deserto sensível no sul de Utah, incluindo a área que se tornaria Bears Ears.

Na época, os republicanos de Utah, notadamente o deputado Rob Bishop, estavam intensificando os esforços para reduzir as proteções federais a algumas terras no estado. Isso poderia abrir a porta para mais prospecção de petróleo e gás e mineração de urânio, trazendo uma receita adicional para o estado.

A Patagonia intensificou o apoio à Amigos de Cedar Mesa, oferecendo verbas e produzindo um curta-metragem sobre Josh Ewing, o diretor da organização, que escala rochas na região.

Era o tipo de ajuda que a Patagonia tinha oferecido a milhares de grupos locais ao longo dos anos, e na época não se percebia que Bears Ears em breve se tornaria um ponto de disputa em um debate nacional sobre terras públicas.

"A Patagonia se interessa por essa área há muito tempo", disse Ewing. "Mais que qualquer companhia que já vi, eles aplicam seu dinheiro onde importa."

Conforme a Patagonia soube mais sobre Bears Ears, que era um local favorito de montanhistas, ela passou a avaliar a importância da área. Terra sagrada de grupos tribais e abrigando ruínas dos indígenas hopi e navajo, com petróglifos escavados nas paredes rochosas, era um terreno virgem que poderia ser ameaçado pela expansão da prospecção e mineração.

"Conforme nos envolvemos mais, reconhecemos a importância cultural e espiritual do lugar", disse Lisa Pike Sheehy, vice-presidente de ativismo ambiental da Patagonia. "Esse era um lugar que deveria ter sido protegido há 50 anos."

Ao todo, a Patagonia gastou cerca de US$ 2 milhões em iniciativas para proteger Bears Ears, incluindo doações a grupos sem fins lucrativos, produção de filmes e outros materiais de marketing, e comprando anúncios na televisão. E pelo menos por um breve momento eles funcionaram.

Em dezembro de 2016, restando menos de um mês de seu governo, Obama designou dois novos monumentos nacionais, entre eles Bears Ears. Foi um último esforço do presidente para garantir ao máximo seu legado ambiental. Mas com a posse de Trump à vista os apoiadores dos monumentos sabiam que a vitória poderia ser passageira.

Os temores logo se concretizaram. Pouco depois que Trump assumiu o cargo, ele ordenou a revisão de alguns monumentos nacionais, prometendo "encerrar mais um uso egrégio do poder governamental".

Durante um período de um mês de comentários públicos, o Departamento do Interior recebeu mais de 2 milhões de inscrições, a maioria delas apoiando a continuação da proteção às terras públicas. A Patagonia disse que seus clientes tinham enviado mais de 150 mil comentários.

Durante os primeiros meses do novo governo, Marcario e outro funcionário da Patagonia, Hans Cole, fizeram diversas tentativas de se encontrar com Zinke como parte das delegações da indústria de atividades ao ar livre, segundo e-mails internos do Departamento do Interior revistos pelo "Times". Nunca houve uma reunião com Zinke, mas Cole participou de duas com membros do Departamento do Interior.

Mais ou menos nessa época, a Patagonia também começou a planejar sua eventual ação legal. Ela contratou a Hogan Lovells, que acompanhou o progresso da questão e organizou uma teleconferência semanal para os eventuais queixosos.

Enquanto isso, a Patagonia reforçou suas iniciativas públicas em torno de Bears Ears e das terras públicas. A empresa trabalhou com a Google para lançar um site apresentando vídeos, realidade virtual e informações sobre Bears Ears. Pôs no ar seu primeiro anúncio na televisão, mostrando Chouinard sentado junto de um rio, refletindo sobre as virtudes dos locais naturais.

No final, nada disso fez muita diferença. Em agosto, Zinke propôs reduções de quatro monumentos, inclusive Bears Ears. Então Trump fez sua proclamação em 4 de dezembro, e o inferno desabou.

painéis de energia solar
Painéis de energia solar na empresa Patagonia, que vende roupas para atividades ao ar livre, em Ventura (Califórnia) - Laure Joliet/The New York Times

"CINZAS CAINDO COMO CHUVA"

Naquela noite, Marcario estava dirigindo pela costa da Califórnia, voltando de uma viagem de negócios. Quando se aproximou da sede da Patagonia, viu as chamas cercando Ventura.

"Eu vi toda a serra em chamas", disse ela. "Percebi que não conseguiríamos voltar ao escritório."

A Patagonia implementou seu plano de emergência da noite para o dia. Os empregados foram instruídos a ficar longe do campus, e a companhia se ofereceu para pagar hospedagem para todos os que tiveram de deixar suas casas.

Uma equipe básica ficou na Patagonia, apagando pontos de fogo quando apareciam no terreno. O incêndio se espalhou, cercando Ventura e consumindo hospitais e prédios de apartamentos nos arredores da cidade.

"As cinzas caíam como chuva", disse Marcario. "Era uma coisa que eu nunca tinha visto."

Conforme o fogo se expandia para o norte, a Patagonia e o governo Trump discutiam em público. Chouinard, geralmente um recluso, foi às ondas aéreas para criticar Trump. "Este governo é maligno, e não vou ficar sentado e deixar o mal vencer", disse ele na CNN.

Zinke revidou. "Você quer dizer Patagonia 'made in China'?", disse ele em um telefonema veiculado, acusando a companhia de brincar de política para tentar vender mais roupas. "Acho uma vergonha e uma tristeza que eles mintam descaradamente para pôr mais dinheiro em seus cofres."

Então, na Fox Business Network, Zinke contestou o ativismo da Patagonia. "Eles deveriam se concentrar em como trazer a indústria de volta para este país, em vez de mentir ao público sobre a perda de terras federais", disse ele.

A Comissão de Recursos Naturais da Câmara, presidida por Bishop, entrou na discussão. "A Patagonia está mentindo para vocês", escreveu a comissão no Twitter. "Uma gigante corporativa sequestrando o debate sobre nossas terras públicas para vender mais produtos às elites urbanas de Nova York a San Francisco."

Com o incêndio ainda queimando descontroladamente em 6 de dezembro, Marcario trabalhava em sua casa em Montecito, a 30 minutos ao norte da sede. Amigos e funcionários que tinham fugido estavam ficando em sua casa, embora Marcario mais tarde também fosse obrigada a sair de lá.

"Então, no meio do que parecia o apocalipse, chega um e-mail na minha caixa", disse ela. "Patagonia versus Donald Trump e outros."

Marcario fez uma ligação para sua equipe executiva e informou que havia aprovado a ação. A Patagonia estava processando o presidente.

funcionários trabalhando em escritório
Funcionários da Patagonia na sede da empresa em Ventura (Califórnia) - Laure Joliet/The New York Times

"O PRESIDENTE ROUBOU SUA TERRA"

Desde aquela semana de dezembro, a briga entre a Patagonia e o governo Trump continuou fervendo.

Bishop convidou Chouinard para depor na Comissão de Recursos Naturais. Chouinard recusou o convite, chamando qualquer audiência de "uma celebração macabra da maior redução de terras públicas na história americana", e a comissão de parte de "um governo orwelliano falido".

Bishop respondeu a Chouinard com uma carta azeda de próprio punho. "Embora seja seu direito, viver numa bolha não é saudável, nem conduz a uma discussão robusta sobre assuntos importantes de política pública", disse ele. Em um e-mail, o secretário de imprensa da comissão disse que Chouinard ainda era bem-vindo para depor.

Então em março o "Times" publicou uma reportagem mostrando que os interesses em petróleo e gás foram centrais na decisão do governo Trump de encolher Bears Ears. Depois disso, a Patagonia atualizou seu site novamente. O novo texto: "O presidente roubou sua terra e mentiu para você".

"A decisão não foi nada mais que um favor político", escreveu em um blog Sheehy, a vice-presidente de ativismo ambiental da companhia. "O retraçado de limites foi deliberada e diretamente influenciado por uma indústria que gasta milhões de dólares em lobby sobre o governo para conseguir o que ela quer."

O governo Trump não respondeu formalmente à ação movida pela Patagonia e outros queixosos. Heather Swift, uma porta-voz do Departamento do Interior, disse em um e-mail que as afirmações de que o novo traçado dos limites foi motivado por interesses do gás e petróleo eram "patente e demonstravelmente falsas".

O processo da Patagonia contra Trump está amarrado nos tribunais. Ele foi consolidado com dois outros casos movidos por grupos diferentes, e o governo pediu a um juiz de Washington que transfira o caso para Utah. Não há prazo para essa decisão, e até então todos os procedimentos no caso estão suspensos. A Hogan Lovells, que tem 25 advogados trabalhando no caso sem receber honorários, cobrou US$ 1,7 milhão (R$ 6 milhões) em horas até agora.

Enquanto isso, a área originalmente protegida pelo Monumento Nacional Bears Ears está disponível para uso comercial, inclusive prospecção e mineração, embora ainda não haja nenhum novo projeto.

Na Patagonia, Sheehy disse que a companhia levará até o fim seu processo contra o presidente, e tem um horizonte de tempo expansivo no que se refere à proteção ambiental.

"São lutas longas", disse ela. "Estamos nisto para cinquenta, cem anos."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.