Descrição de chapéu Donald Trump

Governo Trump contratou empresa de espionagem contra acordo nuclear, diz Observer

Membros do governo Obama envolvidos no pacto foram alvos de agência, segundo jornal britânico

São Paulo

Assessores do presidente americano Donald Trump contrataram uma agência de inteligência israelense para orquestrar uma campanha contra membros do governo Obama que participaram do acordo nuclear iraniano, revela o jornal britânico Observer, do Guardian Media Group. 

O presidente norte-americano Donald Trump participa de uma conferência em Ohio
O presidente norte-americano Donald Trump participa de uma conferência em Ohio - Nicholas Kamm/AFP PHOTO

O plano é parte de uma tentativa de sabotar o acordo nuclear, afirma a publicação. Segundo documentos vistos pelo Observer, a agência de espionagem investigou a vida pessoal e política de Colin Kahl, assistente de Obama, e Ben Rhodes, um dos principais conselheiros sobre segurança nacional do ex-presidente.

Ainda segundo o jornal, os investigadores particulares também contataram jornalistas pró-acordo —do The New York Times Atlantic, do israelense Haaretz e do site Vox— que tiveram contato com Rhodes e Kahl, para procurar indícios que mostrem quebra de protocolo ou compartilhamento de informações indevidas. 

Não se sabe se trata-se de uma ação individual ou uma colaboração em maior escala das administrações Trump-Netanyahu com outros alvos, como John Kerry, ex-secretário de Estado norte-americano.     

O presidente Trump é um crítico contumaz do acordo nuclear desde sua campanha eleitoral, e deu como prazo até dia 12 de maio para que França, Alemanha e Reino Unido revisem os termos do pacto, sob o risco de abandoná-lo.

Em um discurso hoje, o presidente do Irã Hassan Rouhani disse que deixar o acordo seria um “arrependimento histórico”. 

Na última semana de abril, o premiê israelense Binyamin Netanyahu fez uma apresentação para mostrar supostos documentos que comprovam que o Irã não cumpriu sua parte do acordo e continuou expandindo a atividade nuclear.

Enquanto o presidente Trump elogiou Netanyahu, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse que as informações não comprovam uma quebra do acordo.

O tratado, assinado em 2015, tem como objetivo interromper o programa nuclear do Irã, que recebeu em troca um alívio das sanções econômicas impostas a ele pela comunidade internacional.  

Associated Press e Reuters
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