Em rebelião contra Trump, republicanos propõem lei para coibir separações

Presidente enfrenta críticas à política de tirar crianças de seus familiares na fronteira

Estelita Hass Carazzai
Washington

Diante de críticas generalizadas à separação de famílias de imigrantes na fronteira, que mobilizou a oposição, a ONU (Organização das Nações Unidas) e até a primeira-dama Melania Trump, senadores republicanos anunciaram nesta terça-feira (19) que vão propor uma lei para proibir a prática.

 

Segundo o senador Mitch McConnell, líder da maioria governista, o grupo vai "apoiar um plano que mantenha famílias unidas", mas não deu detalhes sobre a proposta.

A proposta dos republicanos foi bem recebida pelo presidente. "O sistema de imigração está falido há anos. Nós vamos resolvê-lo", afirmou.

Mas, do outro lado, o estado de Nova York anunciou que irá processar o governo Trump por violar a Constituição e os direitos das crianças.

"É uma falha moral e uma tragédia humana", comentou o governador e democrata Andrew Cuomo. Nova York tem ao menos 70 crianças detidas em abrigos no estado.

A Casa Branca argumenta que não pode manter crianças em presídios federais —por isso, a separação. O governo tenta diminuir o fluxo de imigrantes, que Trump associa à perda de empregos e ao avanço da criminalidade.

A proposta da nova lei imigratória deve ser finalizada nos próximos dias. Trump quer que ela inclua verbas para o muro na fronteira com o México, acabe com o sistema de loteria de vistos e permita a detenção e remoção de famílias em grupo, para evitar sua separação.

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