França, Alemanha e Reino Unido pedem aos EUA isenção de sanções ao Irã

Países querem que suas empresas possam negociar com Teerã sem serem punidas por Washington

Paris

França, Alemanha e Reino Unido pediram aos Estados Unidos que suas companhias recebam isenção das sanções que Washington impôs a empresas que façam negócios com o Irã.

Carros da Peugeot em fábrica que a francesa tem em Teerã em parceria com a montadora local Khodro
Carros da Peugeot em fábrica que a francesa tem em Teerã em parceria com a montadora local Khodro - Behrouz Mehri - 20.fev.16/AFP

O pedido foi feito em uma carta assinada pelos ministros das Finanças e das Relações Exteriores dos três países, que foi publicada nesta quarta-feira (6).

"Enquanto aliados, esperamos que os Estados Unidos se abstenham de tomar medidas que prejudicariam os interesses de defesa europeus", escreveram os ministros aos secretários de Estado, Mike Pompeo, e do Tesouro, Steve Mnuchin.

A carta, datada de 4 de junho, foi publicada nas redes sociais pelo ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire.

"Embora os Estados Unidos tenham decidido se retirar do acordo sobre o programa nuclear iraniano, continuamos convencidos de que este acordo é a melhor maneira de impedir que o Irã tenha uma arma nuclear", afirmaram as autoridades no documento, que também é assinado pela chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini.

"Como aliados próximos [de Washington], esperamos que os efeitos extraterritoriais das sanções secundárias não se apliquem às empresas e aos cidadãos europeus", completaram.

O presidente americano Donald Trump, anunciou em 8 de maio a retirada de seu país do acordo nuclear firmado em 2015 entre Irã e as grandes potências internacionais.

Do lado francês, duas gigantes, a petroleira Total e o grupo automotivo PSA, do qual a Peugeot faz parte, anunciaram nesta semana que se preparam para deixar o Irã.

"O grupo começou a suspender suas atividades de joint-venture para seguir a lei dos Estados Unidos em 6 de agosto", afirmou na segunda-feira (4) o Grupo PSA em nota.

"Com o apoio do governo francês, o Grupo PSA trabalha com autoridades americanas para considerar uma exceção."

AFP
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