Descrição de chapéu Governo Trump

Protestos nos EUA reúnem milhares contra separação de famílias de migrantes

Expectativa de organizadores é que haveria mais de 700 marchas pelo país neste sábado

Ativistas pró-imigração participam de marcha em Washington
Ativistas pró-imigração participam de marcha em Washington - Joshua Roberts/Reuters
Washington

Em grandes e pequenas cidades americanas, centenas de milhares de pessoas foram protestar contra a decisão do governo de Donald Trump de separar as famílias de imigrantes ilegais que tentam entrar pelas fronteiras dos EUA.

A expectativa é que haveria mais de 700 marchas nos EUA, desde cidades mais pró-imigrantes (casos de Los Angeles e Nova York) até localidades mais conservadoras no estado de Indiana, passando por McAllen, no Texas, que tem um centro de detenção onde crianças imigrantes ficaram em celas.

Em Nova York, milhares de pessoas foram para a Brooklyn Bridge gritando “vergonha” e “Donald Trump tem de sair”, além de cartazes como “Imigrantes são bem-vindos aqui.”

Na capital, Washington, os organizadores estimam que houve 30 mil pessoas na marcha, no que seria a maior manifestação pró-imigração na cidade desde 2010, quando ativistas tentaram pressionar o presidente Barack Obama e o Congresso a mudar o sistema do país.

No evento em Washington, Lin-Manuel Miranda, criador do musical “Hamilton” cantou uma música dedicada aos pais que não podem cantar para seus filhos. E a cantora Alicia Keys levou seu filho de 7 anos e leu uma carta escrita por uma mulher que foi separada do filho na fronteira dos EUA.

O governo americano adotou no fim de abril a política de tolerância zero, que passou a processar criminalmente todos os adultos pela travessia ilegal.

Na prática, isso levou à separação de pais e filhos —que acabaram encaminhados para abrigos, muitas vezes a milhares de quilômetros de distância, enquanto os adultos foram levados para centros de detenção.

A repercussão da medida levou Trump a assinar ordem para manter crianças migrantes detidas junto com os pais.

Na segunda-feira (25), foi a vez de os EUA suspenderem política de tolerância zero para famílias imigrantes.

Os agentes de fronteira dos EUA deixaram, por ora, de recomendar a denúncia criminal de imigrantes acompanhados de menores que cruzem a fronteira ilegalmente.

A Casa Branca informou que esta é uma solução “temporária”, que se deve à absoluta “falta de recursos” do Estado para processar e abrigar todos os imigrantes, segundo a secretária de imprensa, Sarah Sanders. “Nós estamos simplesmente sem recursos, sem espaço”, afirmou.

Atualmente, cerca de 40 mil pessoas são detidas por mês, ao tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México.

Reuters e Associated Press
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