Migrantes ficam à deriva por duas semanas após quatro países recusarem entrada

Navio resgatou cerca de 40 pessoas de barco de madeira que tentava atravessar o Mediterrâneo

Túnis | Reuters

 Um barco tunisiano levando cerca de 40 refugiados está à deriva no mar Mediterrâneo há duas semanas depois que autoridades de quatro países se recusaram a dar permissão para que desembarcassem, afirmou o Crescente Vermelho nesta sexta-feira (27). 

A Tunísia foi o último país a impedir a entrada dos refugiados, afirmando que Malta ou Itália é quem deveria fazê-lo, segundo Monji Slim, do Crescente Vermelho da Tunísia. A França também não permitiu 

"Os imigrantes estão no mar em condições ruins depois que o capitão se recusou a receber ajuda para pressionar as autoridades tunisinas recebê-los, mas nenhuma solução foi alcançada." 

Os refugiados estão a bordo do Sarost 5, posicionado a 3 km da costa de Zarzis, disse à CNN o segundo em comando na embarcação, Aumen Ourari. Eles foram recolhidos de um barco de madeira no dia 13 de julho após terem dificuldades de cruzar o Mediterrâneo a partir da Líbia. 

O novo governo da Itália fechou seus portos a navios que resgatem refugiados no mar, alegando que a União Europeia deve compartilhar a carga de aceitar as centenas de pessoas que chegam pelo mar. 

Roma defende que centros de imigrantes sejam criados no território africano para impedir a fuga dos refugiados em direção à Europa. 

O Crescente Vermelho teve acesso ao barco na quarta-feira (25) para atender pessoas com problemas de saúde e dar água e comida. 

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