Repórter acusa premiê do Canadá de apalpá-la e ele diz não ter lembrança

Justin Trudeau diz não se recordar de nada negativo em evento há 18 anos

Ottawa | AFP e Reuters

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reagiu pela primeira vez nesta segunda-feira (2) a uma acusação de conduta sexual inapropriada que remonta a 18 anos, ao afirmar não ter nenhuma recordação negativa do incidente. 

A denúncia voltou à tona nos últimos dias após ter sido publicada por um blog no mês passado e tem dominado a discussão política no país. 

Trudeau teria se comportado de maneira inapropriada, "passando a mão" em uma jornalista no festival de música em Creston, Colúmbia Britânica, no ano 2000. 

"Recordo desse dia em Creston... Tive um bom dia e não recordo da menor interação negativa", afirmou aos jornalistas durante uma visita a Regina, Saskatchewan, por ocasião do Dia Nacional do Canadá, comemorado no domingo. 

O festival buscava levantar fundos para campanhas de segurança em avalanches, um tema com o qual Trudeau se envolveu depois que seu irmão Michael morreu em decorrência de uma avalanche em 1998. 

Dias após o evento, um artigo no jornal local Creston Valley Advance, acusou Trudeau de ter "apalpado" e "manuseado de maneira inapropriada" uma repórter que cobria o evento. 

O texto dava poucos detalhes sobre o ocorrido, mas afirmava que a mulher se sentiu "desrespeitada" e que Trudeau se desculpou por seu comportamento. "Sinto muito", disse Trudeau, segundo o texto. "Se eu soubesse que você estava cobrindo o evento para um jornal, eu nunca teria sido tão avançado." 

Na época, Trudeau tinha 28 anos e era professor. 

A rede CBC informou que contatou a jornalista em questão, que pediu que não fosse associada à cobertura desse caso.

A publisher do Creston Valley Advance disse à CBC que discutiu o caso à época com a repórter. "Foi um toque, não qualificaria como uma agressão sexual", afirmou Valerie Bourne, lembrando que a jornalista havia ficado muito perturbada com o episódio. 

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.