'Aviões estão mais fortes do que nunca', diz especialista após queda no México

Aeronave da Aeroméxico com 103 a bordo caiu depois de pegar fogo, mas ninguém morreu

Frankfurt | Associated Press

Passageiros em acidentes de avião como o da Aeroméxico nesta terça-feira (31), em que ninguém morreu, têm maiores chances de sobreviver devido a um melhor padrão de segurança e de construção.

Embraer E190 da Aeroméxico que caiu nesta terça (31) é visto em foto de 2017 no aeroporto da Cidade do México
Embraer E190 da Aeroméxico que caiu nesta terça (31) é visto em foto de 2017 no aeroporto da Cidade do México - Ginnette Riquelme - 28.nov.17/Reuters

O especialista em segurança na aviação Adrian Young, da consultoria holandesa To70, afirma que os índices de sobrevivência em acidentes "estão maiores do que eles costumavam ser" em parte porque "os aviões estão mais fortes do que nunca".

É menos provável agora, segundo ele, que pessoas fiquem presas em assentos ou pisos colapsados, especialmente se o avião parar mais ou menos nivelado e se o acidente ocorrer em um terreno plano, como foi o caso da queda em Durango, no norte do México. Young disse que ainda é cedo para especular sobre a causa do acidente.

Outros avanços nas últimas décadas incluem materiais internos que queimam mais lentamente e não liberam gases tóxicos e um melhor padrão de construção de aeroportos que eliminam obstáculos perto das pistas.

O especialista lembrou, porém, que "sorte é crucial em qualquer acidente".

A bordo do Embraer E190 estavam 103 pessoas, sendo 99 passageiros e quatro tripulantes. Não houve vítimas, e 49 foram levados ao hospital, a maioria com ferimentos leves.

A ausência de mortes evoca um acidente ocorrido em 2008, envolvendo um Boeing 777 da British Airways que caiu próximo à pista do aeroporto de Heathrow, em Londres —todas os 152 a bordo sobreviveram.

Em 2013, apenas 2 dos 302 passageiros de um Boeing 777 da Asiana Airlines morreram depois que a aeronave caiu ao pousar em San Francisco.

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