Descrição de chapéu Venezuela

Caracas sofre segundo apagão em menos de 24 horas

Falta de energia na capital venezuelana paralisou serviço de transporte e fechou o comércio

Pessoas aguardam do lado de fora de estação de metrô em Caracas após o apagão paralisar o transporte na cidade
Pessoas aguardam do lado de fora de estação de metrô em Caracas após o apagão paralisar o transporte na cidade - Ronaldo Schemidt/AFP
Caracas

Um apagão atingiu Caracas nesta quinta-feira (30), o segundo blecaute na capital venezuelana em menos de 24 horas, que interrompeu o funcionamento de serviços como o metrô.

A interrupção, que durou 40 minutos, atnigou as regiões oeste, leste e central da cidade e se estendeu a localidades vizinhas como La Guaira, onde fica o aeroporto que atende a capital Caracas.

Na quarta-feira (29), outro apagão afetou durante uma hora zonas do leste e do centro da cidade, e populações dos estados costeiros de Miranda e Vargas (no norte do país).

A falha gerou caos na principal avenida do leste, onde centenas de pessoas tiveram que caminhar por causa do fechamento do metrô e da falta de ônibus, cuja frota está paralisada em 90% devido à escassez de peças de reposição, segundo o sindicato de transportes.

"É difícil de aguentar. Não é só um dia que passa, acontece consecutivamente e é difícil viver assim", disse à agência de notícias AFP o técnico de futebol Willmer Delgado, 29. "Vai chegar um momento em que a Venezuela vai colapsar", acrescentou ele. 

O ministro de Energia Elétrica, Luis Motta, disse que o apagão de quarta-feira ocorreu devido a uma "sabotagem" com o corte de um cabo na subestação de Santa Teresa (Miranda), apesar do local ser protegido por militares. 

Motta advertiu que os reparos causariam interrupções nesta quinta-feira.

A falta de energia fez supermercados e bancos fecharem as portas. Com isso, moradores se aglomeraram na frente dos estabelecimentos esperando que eles reabrissem para tirar dinheiro ou para comprar medicamentos e alimentos —o país sofre com o desabastecimento em meio a uma crise econômica e política. 

"Ontem sem luz, hoje sem luz, vamos ver o que vão fazer. A comida estraga na geladeira", queixou-se Mireya Ravelo, enfermeira de 67 anos que caminhava em busca de transporte.

Os cortes de eletricidade são frequentes na Venezuela, especialmente nas províncias. Em estados como Zulia, que depende do petróleo, está em funcionamento um racionamento que dura até 12 horas diárias.

Embora em Caracas sejam menos habituais, em 31 de julho uma falha deixou sem luz 90% da cidade, afetada por outras interrupções entre dezembro e fevereiro.

AFP
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