Descrição de chapéu Governo Trump

EUA reinstalam sanções contra o Irã a partir desta terça-feira

Medidas voltam a ser aplicadas contra Teerã após saída de Trump de acordo nuclear de 2015

Júlia Zaremba
Washington

Após sair do acordo nuclear do Irã, em maio, o governo de Donald Trump detalhou nesta segunda-feira (6) as sanções que serão reimpostas a Teerã depois de terem sido suspensas em 2015, quando o documento foi assinado.

Homem caminha em frente a muro antiamericano em Teerã, no Irã
Homem caminha em frente a muro antiamericano em Teerã, no Irã - Nazanin Tabatabaee Yazdi - 13.out.17/TIMA/Reuters

A partir desta terça-feira (7), serão vetadas transações comerciais com o Irã envolvendo dólar americano e rial (moeda iraniana), ouro e outros materiais preciosos, materiais como aço e alumínio e o setor automotivo do país islâmico.

A segunda etapa de sanções ocorrerá em 5 novembro, quando serão vetadas transações relacionadas ao petróleo iraniano e aos setores de energia, navegação e construção naval.

Trump afirmou, em comunicado, que o Irã "ameaça os Estados Unidos e seus aliados, mina o sistema financeiro internacional e apoia o terrorismo e militantes armados em todo o mundo". "Reimpor as sanções intensifica a pressão para que o Irã mude a sua conduta", disse.

A Casa Branca incentivou outras nações a tomarem "as mesmas medidas para deixar claro que o regime iraniano tem uma escolha: ou muda seu comportamento ameaçador e desestabilizador e se reintegra com a economia global, ou seguir por um caminho de isolamento econômico."

Em julho, o presidente iraniano Hasan Rowhani afirmou que Washington não deveria "brincar com fogo".

"A América deveria saber que a paz com o Irã é a mãe de todas as pazes e que a guerra com o Irã é a mãe de todas as guerras", afirmou Rowhani a uma plateia de diplomatas iranianos, de acordo com a agência oficial Irna.

Trump reagiu em uma rede social: "Nunca mais voltem a ameaçar os Estados Unidos ou sofrerão consequências que poucos sofreram ao longo da história".

O Irã processou os Estados Unidos na Corte Internacional de Justiça argumentando que a retomada das sanções econômicas anunciada em maio era ilegal. No fim do mesmo mês, o líder da Guarda Revolucionária iraniana rejeitou um encontro com Trump, afirmando que a República Islâmica "não é a Coreia do Norte".

O acordo nuclear do Irã foi firmado em 2015 entre EUA, Irã, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia e impôs limites ao programa nuclear de Teerã. Em contrapartida, sanções econômicas ao país foram aliviadas, rompendo o isolamento do país islâmico.

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