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'Salazar não tinha a mais pequena intenção de largar o poder', diz biógrafo

Para historiador, queda de cadeira há 50 anos foi o início do fim do ditador português

Entrevista com Filipe Ribeiro de Meneses, autor de "Salazar - Biografia Política", sobre a queda no Forte de Santo António do Estoril, ocorrida em 3 de agosto de 1968. O historiador é professor na Maynooth University (Universidade Nacional da Irlanda), em Dublin.

O ditador português António Salazar (à esq.) encontra o líder espanhol Francisco Franco, em Madri, em 1960
O ditador português António Salazar (à esq.) encontra o líder espanhol Francisco Franco, em Madri, em 1960 - 24.jun.60/AFP

 

Queda da cadeira ou queda pura e simples? Parece um pormenor, mas qual é para o sr., como biógrafo de Salazar, a hipótese mais provável do que aconteceu em 3 de agosto de 1968 no Forte de Santo António do Estoril?

Não vejo razão para duvidar da versão da queda da cadeira, nem me parece especialmente relevante. Paulo Otero, que recolheu vários testemunhos, sugere que talvez tenha havido mais do que uma única queda. O que interessa, porém, é que esta data marca o princípio do fim da carreira política de Salazar.

Salazar nunca terá perdido a consciência e por isso tardou o socorro?

Julgo que sim: houve naturalmente alguma consternação depois da queda, mas só alguns dias mais tarde foi Salazar visto pelo seu médico, e isso em função de uma consulta previamente marcada —e o Dr. Eduardo Coelho nada notou de anormal.

Leia a entrevista completa no Diário de Notícias.

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