México reforça segurança para impedir entrada de nova caravana

Objetivo é impedir que segundo grupo de migrantes da América Central entre no país

Tecún Umán (Guatemala) | AFP

O México anunciou nesta segunda-feira (29) que reforçou a segurança de sua fronteira com a Guatemala para tentar conter a entrada de novas caravanas de imigrantes da América Central que querem alcançar os Estados Unidos.

As autoridades enviaram agentes de segurança e lanchas da Marinha para a região e colocaram arame farpado nos portões que separam os países. 

A operação fez diversos imigrantes tentarem atravessar a nado o rio Suchiate, que separa os dois países. Dezenas conseguiram chegar ao México, segundo a agência de notícias Associated Press, e pelo menos uma pessoa teria se afogado na travessia. 

O objetivo do governo é impedir que se repitam as cenas do último dia 19, quando uma caravana com cerca de 3.000 migrantes furou o bloqueio na fronteira e conseguiu entrar no México.

Desde aquela data, o grupo segue avançando dentro do México e atraiu novos participantes, tendo atualmente cerca de 7.000 pessoas, segundo a ONU.   

O governo americano tem pressionado os países da região a aumentarem a segurança contra a imigração e o presidente Donald Trump ameaçou interromper o repasse de verbas caso as caravanas cheguem até a fronteira americana.

Inspirados pelo primeiro grupo, uma nova caravana se formou com cerca de 1.000 pessoas e chegou neste fim de semana a fronteira entre Guatemala e México. Há ainda uma terceira caravana, atualmente em El Salvador.

No domingo um imigrante morreu durante uma confusão que começou quando imigrantes tentaram forçar sua entrada no México.

Enfermeiros e integrantes da caravana afirmaram que a vítima foi atingida na cabeça por uma bala de borracha disparada por policiais mexicanos, que negaram a informação.

O confronto começou após os imigrantes conseguirem romper a segurança do lado guatemalteco, se aproximando assim dos portões de entrada do México e do rio Suchiate.

As lanchas da Marinha impediram que os imigrantes utilizassem botes para cruzar o rio e entrar ilegalmente no México e por isso dezenas de pessoas passaram a fazer o trajeto a pé nesta segunda.

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