Papa Francisco condena ataque contra sinagoga e pede fim de 'focos de ódio'

O pontífice declarou que todos estão 'feridos por esse ato desumano de violência'

Papa Francisco fala a peregrinos na Praça de São Pedro, no Vaticano - Filippo Monteforte/AFP
Cidade do Vaticano | Reuters e AFP

O papa Francisco condenou fortemente neste domingo (28) o ataque contra a sinagoga Tree of Life, em Pittsburgh e pediu a extinção de "focos de ódio" e por valores morais e civis mais fortes.

Falando a peregrinos na Praça de São Pedro após missa, Francisco disse que o ataque de sábado (27), no qual 11 pessoas foram mortas e seis ficaram feridas, foi "terrível".

"Todos nós, na realidade, estamos feridos por esse ato desumano de violência", disse Francisco, que tem frequentemente condenado o antissemitismo, e que escreveu um livro com um rabino em Buenos Aires, quando era arcebispo da cidade, antes de se tornar papa.

Francisco expressou sua proximidade com toda a população de Pittsburgh "e particularmente com a comunidade judaica, atingida por um terrível ataque na sinagoga". Ele pediu orações para as famílias das vítimas e para a recuperação dos feridos.

"Que o Senhor nos ajude a acabar com os focos de ódio que irrompem em nossas sociedades, fortalecendo um senso de humanidade, respeito pela vida, valores morais e civis e o medo sagrado de Deus, que é o amor e o pai de todos", disse Francisco.

Robert Bowers, 46, foi detido após o tiroteio com policiais e levado para o hospital Mercy, com múltiplos ferimentos de bala. Procuradores federais acusaram Bowers de 29 crimes, incluindo obstrução do livre exercício de crenças religiosas, crime de ódio e de violar as leis dos direitos civis dos EUA.

REAÇÕES INTERNACIONAIS

Autoridades ao redor do mundo condenaram o ataque.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse nas redes sociais que "os canadenses estão incondicionalmente com a comunidade judaica de Pittsburgh, que sofreu um ataque antissemita horrível quando orava. Que as famílias dos assassinados sejam consoladas e que os feridos possam se recuperar rápida e plenamente".

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que "todos devemos nos levantar com determinação contra o antissemitismo. Em todas as partes".

"Meus pensamentos estão com as vítimas e meu apoio a seus parentes", disse o presidente da França, Emmanuel Macron.

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi outra autoridade a se manifestar publicamente sobre o atentado. "Lamentamos o ataque ocorrido na sinagoga de Pittsburgh, Pensilvânia, EUA. Condenamos a violência. Nossas mais sinceras condolências aos parentes das vítimas e à comunidade judaica", escreveu em uma rede social.

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