Descrição de chapéu Governo Trump

Trump confirma envio de 5.200 soldados à fronteira com México para deter caravana

Número divulgado antes ficava na casa dos 800; 3º grupo de migrantes se formou no fim de semana

Danielle Brant
Nova York

O governo americano vai enviar 5.200 soldados adicionais à fronteira sul dos Estados Unidos para tentar conter uma caravana de migrantes que buscam asilo no país e que, atualmente, percorre o México, disseram autoridades militares nesta segunda-feira (29).

O número é bem maior que a projeção inicial, que indicava o envio de 800 soldados do Exército.

O efetivo faz parte de uma operação nomeada “Patriota fiel” e já está a caminho da fronteira, disse o general da força aérea Terrence O’Shaughnessy, chefe do Comando Norte americano.

Segundo ele, os soldados vão trabalhar em conjunto com agentes de fronteira dos EUA e vão reforçar a divisa com o Texas, seguido por Arizona e Califórnia.

O grupo vai incluir três batalhões de engenheiros de combate, integrantes do corpo de engenheiros do Exército e especialistas em aviação, cuidados médicos e logística, afirmou O’Shaughnessy. Helicópteros com sensores e visão noturna serão empregados na operação.

O objetivo da ação é deter as caravanas de migrantes que atravessam o México e tentam chegar aos Estados Unidos. No domingo (28), um terceiro grupo com mais de 300 salvadorenhos se reuniu e deixou a capital de El Salvador.

Um segundo grupo se movimenta pela Guatemala e chegou a reunir mais de mil pessoas, antes de se fragmentar. Um grupo maior, estimado em 7.000 mil pessoas, deixou Honduras no dia 13 de outubro e agora está no sul do México.

Nesta segunda, o México anunciou que reforçou a segurança da fronteira com a Guatemala para tentar conter a entrada de novas caravanas.

As autoridades enviaram agentes de segurança e lanchas da Marinha para a região e colocaram arame farpado nos portões que separam os países.

A decisão ocorreu depois que, no sábado (27), os migrantes rejeitaram uma proposta do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que oferecia abrigo, cuidados médicos, educação e empregos aos centro-americanos nos estados de Chiapas e Oaxaca se eles se candidatassem.

Já o presidente americano, Donald Trump, tem manifestado fortes críticas e feito ameaças aos integrantes da marcha. No último dia 25, ele escreveu, em uma rede social: “Àqueles na Caravana, deem a volta, nós não vamos deixar pessoas entrarem nos EUA ilegalmente. Voltem a seu país e, se vocês quiserem, peçam cidadania como milhões de outros estão fazendo!”

Também na semana passada, afirmou que havia “criminosos” infiltrados na caravana e pessoas do Oriente Médio, acusação que repetiu na terça.

O presidente já ameaçou cortar a ajuda à América Central e fechar a fronteira com o México.

Segundo o jornal The Washington Post, ele também avalia proibir imigração e refúgio para centro-americanos, a exemplo do que foi feito no ano passado com países de maioria islâmica.

Não é a primeira vez que Trump ameaça usar forças militares para impedir a entrada de imigrantes nos EUA. Em abril, quando outra caravana de migrantes atravessava o México em direção ao país, o republicano defendeu que tropas americanas detivessem o fluxo, sugerindo que fizessem o que autoridades migratórias não conseguiam.

Mas, após discutir o tema com o secretário de Defesa, Jim Mattis, e outras autoridades, solicitou apenas que guardas nacionais fossem mobilizados para atuar em funções de apoio.

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