Atirador deixa ao menos 12 mortos em bar na Califórnia

Suspeito de ser o autor da chacina, um ex-fuzileiro naval que serviu no Afeganistão, também morreu

Los Angeles e Thousand Oaks (Califórnia)

​Um atirador matou ao menos 12 pessoas e deixou várias outras feridas durante um ataque na noite de quarta-feira (7, madrugada de quinta no Brasil) em um bar em Thousand Oaks, no sul da Califórnia, a cerca de 65 km de Los Angeles. O autor do crime também morreu.

As autoridades afirmaram que o suspeito da chacina, um ex-fuzileiro naval de 28 anos chamado Ian David Long, também morreu. 

A polícia acredita que ele tenha se suicidado após atirar nos frequentadores do bar e disse que não sabe a motivação do crime, mas que não há indícios de ligação com terrorismo. 

Segundo a agência Associated Press, foi a maior chacina no país desde o ataque que deixou 17 mortos em uma escola em Parkland, na Flórida, em fevereiro. 

Mais de cem frequentadores estavam dentro do Borderline Bar & Grill durante uma festa voltada para estudantes universitários por volta das 23h30 locais (5h30  de Brasília)quando um homem vestindo roupas pretas entrou com um revólver e uma bomba de fumaça e começou a atirar aleatóriamente, disse Geoff Dean, xerife do condado de Ventura. 

Dezenas de pessoas fugiram, algumas delas quebrando janelas e pulando do segundo andar para escapar. 

“Demorou alguns segundos para as pessoas perceberem o que estava acontecendo e, depois disso, virou o caos”, disse Cole Knapp, 19, à agência Reuters. Ele estava no local no momento da chacina. 

Horas depois a polícia identificou Long, que serviu por oito meses no Afeganistão, como suspeito da ação. “Tivemos vários contatos com o sr. Long ao longo dos anos devido a eventos menores, como uma colisão de tráfego”, afirmou Dean.

“Obviamente ele tinha alguma coisa errada na cabeça que o levou a fazer uma coisa dessa”, disse o xerife. “Ele claramente tinha problemas”, completou.   

Ele disse que em abril ​​Long foi encontrado agindo de forma agressiva e irracional em sua casa, mas uma equipe de saúde mental foi chamada e concluiu que ele não precisava ser internado. A principal hipótese é de que ele sofresse de estresse pós-traumático devido aos combates.

 

Um dos mortos no ataque ao bar é um policial que foi o primeiro a atender o chamado, o sargento Ron Helus, 29. As outras vítimas não foram identificadas.

O presidente Donald Trump ofereceu condolências nas redes sociais e elogiou os policiais da cidade por chegarem ao local em apenas três minutos e por demonstrarem “grande coragem”. “Deus abençoe todas as vítimas e suas famílias”, escreveu.  

O bar de música country, que existe há mais de 25 anos, é popular entre estudantes da Universidade Luterana da Califórnia, que fica perto dali, e de outras faculdades nas redondezas. A instituição cancelou as aulas nesta sexta (8) e informou que alguns de seus estudantes estão entre as vítimas.

 
 
 
 
 
 
 
AFP , Reuters e Associated Press
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