Entidade reforça pedido de prisão de príncipe saudita na Argentina

Mohammed bin Salman é acusado de ser responsável por morte de jornalista na Turquia

O príncipe saudita Mohammed bin Salman, durante viagem à Tunísia - Fethi Belaid/AFP
Sylvia Colombo
Buenos Aires

O diretor do Human Rights Watch, José Vivanco, em entrevista nesta terça-feira (27) a meios argentinos disse que a Argentina "como signatária de acordos internacionais contra crimes de lesa humanidade, têm a obrigação jurídica de deter e questionar o príncipe saudita Mohammed bin Salman, um dos convidados da Cúpula do G20, que começa na próxima sexta-feira (30)

"Se ele pisar em solo argentino, estará nas mãos do Judiciário local fazer cumprir esses tratados", afirmou Vivanco. "Nossa denúncia inclui os abusos cometidos durante a intervenção militar no Iêmen, onde é responsável pela morte de mais de 6.500 civis, e o assassinato e esquartejamento do jornalista Jamal Khashoggi.

Jose Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch - 12.dez.2014/Divulgação

​A causa foi acolhida pelo juiz federal Ariel Lijo, que ainda não se pronunciou sobre o caso.

Nesta terça-feira (27), a chancelaria argentina disse que "casos que envolvem imunidade diplomática têm de ser resolvidos pela Corte Suprema e a passagem do príncipe pelo país será muito rápida. Acolheremos as decisões da Justiça, porém, até o momento, a presença do representante da Arábia Saudita está confirmada no evento", disse um comunicado da chancelaria.

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