Polônia celebra centenário da independência com ato da direita nacionalista

Dirigentes do governo marcharam à frente de ativistas; cerca de 200 mil pessoas participaram do evento

Três homens aparecem à frente da faixa. Um deles, ao centro, está com dois sinalizadores, um em cada mão.
Manifestantes carregam sinalizadores e bandeiras durante ato pela independência da Polônia em Varsóvia; à frente, uma faixa com os dizeres "Deus, honra, pátria" - Kacper Pempel/Reuters
Varsóvia | Associated Press

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, o primeiro-ministro, Mateusz Morawiecki, e outros líderes participaram neste domingo (11) da celebração da independência do país, que incluiu manifestantes de direita nacionalista.

Cerca de 200 mil pessoas participaram do ato em Varsóvia, que marcou o centenário do renascimento da Polônia como uma nação independente no final da Primeira Guerra Mundial (1914-18), segundo estimativa da polícia.

Na última década, a ultradireita tomou as comemorações do Dia da Independência com gritos de guerra racistas e contra imigrantes, sinalizadores e, em alguns anos, agressões físicas.

As autoridades tentaram fazer uma marcha única neste ano, mas as negociações com os ativistas terminaram com um impasse quando o governo solicitou que não levassem cartazes. Um acordo foi selado nos últimos dias.

Os dirigentes conservadores poloneses andaram em um grupo ao lado de soldados com uma bandeira gigante com a frase “Por você, Polônia”. Logo atrás deles vieram os nacionalistas com seus sinalizadores.

Muitos carregavam bandeiras nacionais, mas outros símbolos puderam ser observados, como a bandeira do Campo Nacional Radical, um grupo ultradireitista, que inclui uma falanga, símbolo usado por fascistas nos anos 1930.

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