Descoberta do Titanic fez parte de expedição militar secreta, revela explorador

Comandante afirma que missão principal era encontrar submarinos nucleares que afundaram

O americano que encontrou os destroços do Titanic, em 1985, revelou que a descoberta não foi resultado de uma expedição puramente científica, como se acreditava.

Em entrevista à rede CNN, Robert Ballard disse que a operação foi parte de uma missão militar secreta para recuperar dois submarinos nucleares que tinham afundado nos anos 1960.

O Titanic em foto do museu de Belfast, na Irlanda
O Titanic em foto do museu de Belfast, na Irlanda - AP Photo/Ulster Folk & Transport Museum

Ballard, que na época era comandante da Marinha dos EUA e cientista de uma instituição oceanográfica, disse que só conseguiu o financiamento para procurar o Titanic com a condição de que buscasse primeiro os submarinos USS Thresher e USS Scorpion.

Segundo ele, a busca pelo Titanic era vista como uma forma de encobrir o objetivo real da expedição. Em uma reportagem do New York Times da época da descoberta, oficiais negavam a existência do outro projeto.

​Ballard contou que teve que manter segredo sobre o tema até agora, quando as informações deixaram de ser confidenciais.

Ele disse à CNN que a localização dos submarinos era conhecida, mas o governo queria evitar que os russos acessassem armas nucleares que estavam dentro de um dos submarinos e também se preocupavam com os danos que os reatores nucleares provocavam ao meio ambiente.

Após a equipe terminar de explorar o Scorpion e o Thresher, eles tiveram apenas 12 dias para buscar o Titanic.

O famoso navio de luxo, que naufragou em 1912, foi encontrado no fundo do oceano Atlântico, a uma profundidade de cerca de 3.800 metros. Turistas poderão visitar os restos do Titanic em 2019, levados por um submarino construído por uma companhia americana.

A história do que realmente aconteceu está sendo contada por uma exposição no National Geographic Museum, em Washington.

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