Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Macri anuncia que virá ao Brasil para encontrar Bolsonaro em janeiro

Assessoria do presidente eleito diz que argentino vem para posse, mas Casa Rosada não confirma

Talita Fernandes Sylvia Colombo
Brasília e Buenos Aires

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou que se reunirá com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, em janeiro, em Brasília.

O presidente argentino, Mauricio Macri, durante entrevista na Casa Rosada, em Buenos Aires
O presidente argentino, Mauricio Macri, durante entrevista na Casa Rosada, em Buenos Aires - Ricardo Mazalan - 3.dez.18/Associated Press

“Há pouco falamos com Jair Bolsonaro por telefone. Combinamos de nos encontrarmos no dia 16 de janeiro, em Brasília, para começarmos a trabalhar juntos nesta nova etapa”, escreveu Macri nas redes sociais.

Procurada, a assessoria de Bolsonaro confirmou a conversa e disse que os dois se falaram por volta de 15h desta sexta-feira (14). 

A assessoria de Bolsonaro informou ainda que Macri virá à posse do presidente eleito, em 1º de janeiro. A Casa Rosada, porém, não confirma a informação.

Nas últimas semanas, circularam rumores de que Macri não iria à posse do brasileiro porque estaria de férias na Patagônia no período. Agora, a Casa Rosada confirma que o primeiro encontro entre ambos se dará na capital brasileira, no dia 16.

A possibilidade de Bolsonaro e Macri se encontrarem na cúpula do G20, que ocorreu em Buenos Aires no fim de novembro, foi frustrada porque, apesar do convite do presidente Michel Temer, o presidente eleito não pôde viajar por razões médicas. 

Para a cerimônia de janeiro em Brasília confirmaram presença até o momento o presidente chileno, Sebastián Piñera, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

O argentino é o primeiro chefe de Estado a confirmar visita ao Brasil após a posse de Bolsonaro, que tem defendido uma aproximação com os governos de direita de países latino-americanos como Chile, Colômbia, Argentina e Paraguai.

Como mostrou a Folha, Bolsonaro pretende anunciar uma revisão do acordo do Mercosul antes de avançar nas negociações com a União Europeia.

O eleito estuda falar sobre a mudança durante o Fórum Econômico de Davos, no final de janeiro, como cartão de visita para melhorar sua imagem junto aos países desenvolvidos.

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