Polícia de Israel recomenda que Netanyahu seja indiciado por corrupção

Para investigação, há sinais de que uma empresa de telecomunicações recebeu benefícios em troca de cobertura positiva

Jerusalém

​A polícia de Israel recomendou neste domingo (2) que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu seja indiciado por suborno, fraude e corrupção.

A corporação diz que sua investigação estabeleceu uma base de evidências para que Netanyahu e sua esposa Sara sejam acusados.

Em uma tribuna, de paletó e com braço levantado,  o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, saúda apoiadores na capital, Tel Aviv
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, saúda apoiadores na capital, Tel Aviv - Ariel Schalit/AP Photo


Segundo as suspeitas, a empresa de telecomunicações Bezeq, a maior do país, recebeu benefícios em troca de uma cobertura positiva do primeiro-ministro no site de notícias de sua subsidiária, Walla. ​

A polícia já havia recomendado indiciar Netanyahu por corrupção em dois outros casos, um envolvendo aceitar presentes de bilionários e, o segundo, oferecer benefícios a um jornal em troca de uma cobertura positiva.  

O primeiro-ministro negou irregularidades e disse que as acusações são uma caça às bruxas orquestrada pela mídia.

“As ações da polícia em relação à mim e minha mulher não são surpresa. Elas foram decididas e vazaram antes mesmo do início da investigação”, disse. 

O caso Bezeq, chamado de caso 4000, é a mais séria entre as acusações que envolvem Netanyahu. Suas investigações envolvem dois antigos aliados que se tornaram testemunhas depois de fecharem acordo de delação com a Justiça.

Além disso, jornalistas que trabalharam no site de notícias Walla também relataram terem sido pressionados a se abster de reportagens negativas sobre Netanyahu.

A polícia diz que a investigação, que inclui o testemunho de 60 pessoas, revela que Netanyahu e o chefe da Bezeq tinham uma “relação baseada em suborno”. A polícia também recomendou que acusações sejam feitas contra Elovitch e membros de sua família. 

AP
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