Rússia libera parcialmente passagem por estreito onde deteve navios ucranianos

Ministro ucraniano diz que navios de carga conseguem passar por Kertch

Kiev (Ucrânia)

O tráfego de navios foi retomado nos portos ucranianos no mar de Azov mais de uma semana após um impasse com a Rússia, informou o ministro ucraniano da Infraestrutura nesta terça-feira (4).

No último dia 25, a patrulha de fronteira da Rússia capturou dois navios pequenos de guerra e um rebocador ucranianos, que vinham do mar Negro e tentavam entrar no mar de Azov pelo estreito de Kertch —território compartilhado entre os dois países. Os 24 marinheiros que estavam nas embarcações foram detidos.

Militar ucraniano faz guarda em um navio de guerra ucraniano no porto de Mariupol, no mar de Azov - Evgeniy Maloletka-03.dez.2018/Associated Press

Os navios estavam em uma missão e operando de acordo com um tratado de 2003 com a Rússia que permitia a passagem livre de navios ucranianos através do estreito. A Rússia acusou os barcos ucranianos de entrar em suas águas territoriais sem permissão.

Deste então, segundo o ministro Volodymyr Omelyan, a Rússia bloqueia navios comerciais que tentam atravessar com cargas pelo estreito. Agora, diante da "severa resposta internacional", os portos de Berdyansk e Mariupol foram parcialmente desbloqueados, diz o ucraniano.

O ministro também disse que a passagem de navios com produtos agrícolas através de portos no Mar de Azov foi desbloqueada.

A Rússia, no entanto, insistiu que nunca impediu que os navios navegassem pelo estreito de Kertch e que quaisquer possíveis impedimentos se deviam a problemas climáticos.

Os Estados Unidos, assim como diversos países europeus, condenaram a ação russa na região. O presidente americano, Donald Trump, chegou a cancelar encontro previsto com o colega russo, Vladimir Putin, durante a cúpula do G20 no último fim de semana, em Buenos Aires.

Os ministros de Relações Exteriores dos países da Otan se encontrarão com o chanceler ucraniano, Pavlo Klimkin, nos próximos dois dias para discutir o incidente e a elevada tensão na região. Em declarações antes da reunião o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu que a Rússia liberte os navios e os marinheiros ucranianos e permita a navegação livre pelos portos ucranianos no mar de Azov.

Associated Press
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