Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Secretário dos EUA e Bolsonaro devem discutir China e Venezuela em encontro em Brasília

Mike Pompeo virá para a posse do novo presidente e deve tratar também de acordos econômicos

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Washington - Andrex Caballero-Reynolds - 19.dez.2018/AFP
Danielle Brant
Nova York

​O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e Jair Bolsonaro (PSL) devem debater as práticas comerciais predatórias da China durante o encontro que terão após a posse do presidente eleito, afirmou nesta sexta-feira (28) uma autoridade do departamento de Estado dos EUA.

Pompeo viaja a Brasília no próximo dia 31 e encontrará a delegação brasileira para a posse de Bolsonaro no dia 1º de janeiro. Ele deve se reunir também com o novo chanceler, Ernesto Araújo, para estabelecer as prioridades de cooperação bilateral no próximo ano.

Entre os assuntos que devem ser debatidos estão os laços econômicos, estreitamento comercial, tecnologia e questões regionais e externas, entre elas China e “o comércio e práticas de empréstimo predatórios da China”, segundo o oficial. Ele complementou que a administração Bolsonaro já sinalizou que a questão representa uma preocupação à soberania brasileira em alguns casos.

Pompeo também debaterá a situação de direitos humanos na Venezuela, Nicarágua e Cuba. O governo americano diz estar disposto a unir esforços com o Brasil para apoiar a população desses países em sua “luta pela liberdade contra esses regimes opressores”.

Sobre receios expressados por organizações de sociedade civil no país e no exterior envolvendo violações aos direitos humanos no Brasil, o oficial sênior disse não haver esse temor, porque o presidente foi eleito por voto popular e já manifestou preocupação com o assunto na região, em especial na Venezuela, Nicarágua e Cuba.

As delegações vão ainda analisar o que a autoridade americana qualificou de “nova era” após 10 de janeiro, quando o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, inicia novo mandato.

Sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv a Jerusalém, o oficial afirmou que o cronograma para isso dependeria do governo de Jair Bolsonaro, “mas em outros governos essa mudança ocorreu relativamente rápido.” ​

As duas delegações vão discutir ainda crimes transnacionais, contra terrorismo e segurança de fronteira, além do combate ao tráfico de drogas e cooperação em assuntos globais, incluindo “práticas comerciais desleais” e preocupações globais, como Coreia do Norte.

Em Brasília, o secretário americano se reunirá com o presidente peruano, Martín Vizcarra. Depois, Pompeo vai a Cartagena (Colômbia), onde se encontrará com o líder do país, Ivan Duque. Ambos pretendem debater o acordo comercial bilateral e a crise venezuelana.

A delegação americana é formada por Mark Green, diretor da agência americana para o desenvolvimento internacional, William Popp, encarregado de Assuntos Comerciais na embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Mauricio Claver-Carone, assistente especial para o presidente e responsável por América Latina no Conselho de Segurança Nacional, e Julie Chung, assistente adjunta ao secretário.

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