Sede da CNN em Nova York é esvaziada por falsa ameaça de bomba

Nenhum explosivo foi encontrado pela polícia e prédio foi liberado pouco depois

Policiais fazem a segurança do edifício Time Warner Center, onde fica a sede da CNN em Nova York, após a ameaça de bomba
Policiais fazem a segurança do edifício Time Warner Center, onde fica a sede da CNN em Nova York, após a ameaça de bomba - Craig Ruttle/Associated Press
Nova York

O prédio da rede de TV CNN em Nova York foi esvaziado na noite desta quinta-feira (6) após uma ameaça de bomba, mas nenhum explosivo foi encontrado e a polícia liberou a área, informou a emissora.

É a segunda vez em menos de dois meses que o local teve que ser esvaziado —a primeira foi em outubro, após um dispositivo explosivo ter sido encontrado. 

Desta vez, a rede recebeu uma ligação depois das 22h no horário local (1h de sexta no Brasil) avisando que existiam cinco bombas no Edifício Time Warner Center, onde ficam os estúdios da CNN em Nova York. 

Com isso, a polícia foi chamada e todas as pessoas foram retiradas do prédio e a transmissão ao vivo foi interrompida, substituída por programas gravados. Cerca de uma hora depois, o canal passou a exibir imagens ao vivo de jornalistas, funcionários e curiosos atrás de barricadas da polícia do lado de fora do edifício.

"As pessoas estão perguntando por quê estão me vendo no Skype, por quê temos tantas dificuldades técnicas. É porque nos retiraram do ar por causa de uma ameaça de bomba na CNN", afirmou o apresentador Don Lemon. "Fomos retirados e sabemos tanto quanto vocês".

Toda a circulação de veículos e pedestres foi interrompida pela polícia, disse o detetive Hubert Reyes. O local foi liberado por volta da meia-noite (3h de Brasília) após os policiais terem checado todo o prédio e não terem encontrado nenhum explosivo. 

A Redação da emissora já havia passado por uma situação similar no final de outubro, quando um pacote com um explosivo foi encontrado.

Na ocasião, a CNN foi um dos alvos de uma onda de bombas enviadas a opositores do presidente Donald Trump —foram alvos também, entre outros, o ex-presidente Barack Obama e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton

Um morador da Flórida identificado como Cesar Sayoc foi preso por supostamente ter enviado os dispositivos e recebeu 30 acusações. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

AFP e Reuters
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