Descrição de chapéu Governo Trump

Trump anuncia novo secretário de Justiça e embaixadora dos EUA na ONU

Indicações de William Barr e Heather Nauert ainda precisam ser aprovadas pelo Senado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de embarcar no Air Force One nesta sexta (7)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de embarcar no Air Force One nesta sexta (7) - Jonathan Ernst/Reuters
Júlia Zaremba
Washington

O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) que nomeará o republicano William Barr, 68, para o posto de secretário de Justiça e a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, 48, para embaixadora dos Estados Unidos na ONU.

Os dois nomes ainda precisam ser confirmados pelo Senado, o que só deve ocorrer no próximo ano.

O cargo no departamento de Justiça é hoje ocupado por Matthew Whitaker, que substituiu de forma interina o ex-secretário Jeff Sessions, demitido por Trump um dia após as eleições legislativas americanas, realizadas em 6 de novembro.

A chegada de Whitaker ao posto não foi vista com bons olhos. Aliado do presidente, ele é um crítico das investigações conduzidas pelo procurador especial Robert Mueller sobre a relação entre a Rússia e as eleições de 2016.

Caso fosse indicado para o cargo em caráter definitivo, alegaram os críticos, o trabalho de Mueller poderia ser afetado, já que ele é subordinado ao secretário de Justiça.

Barr, por sua vez, também já criticou alguns aspectos das investigações e chegou a sugerir que Mueller havia contratado muitos procuradores que fizeram doações de campanha para os democratas.

Também apoiou os pedidos de Trump para que um novo inquérito fosse aberto contra Hillary Clinton, inclusive a respeito de um acordo de urânio que aprovado pela gestão Obama enquanto Hillary era secretária de Estado.

​Barr foi secretário de Justiça de 1991 a 1993, durante a administração do republicano George H. W. Bush, morto na noite da última sexta (30).

Trump afirmou durante a manhã que Barr é "um homem brilhante" e que ele foi a sua "primeira escolha" desde que o conheceu, o que ocorreu enquanto analisava os currículos dos candidatos. "É respeitado por republicanos e por democratas", afirmou.

Já Nauert substituirá Nikki Haley, que anunciou a sua renúncia em outubro (ela ficará no cargo até o fim do ano).

Pouco após o anúncio da saída, o presidente chegou a afirmar que não havia "ninguém mais competente no mundo" do que sua filha Ivanka para assumir a função, mas que a sua indicação seria considerada nepotismo.

Ex-jornalista da Fox News, emissora favorável a Trump, Nauert entrou para o departamento de Estado em abril de 2017. Críticos dizem que ela não tem a bagagem política necessária para assumir o cargo —a antecessora já havia sido governadora da Carolina do Sul.

O presidente tem opinião mais favorável: a descreveu como "muito talentosa, muito inteligente e muito rápida". "E eu acho que ela será respeitada por todos", disse. 

Nauert terá a missão de continuar com a agenda "America First" (América em primeiro lugar) de Trump e enfrentará desafios como conter a influência do Irã no Oriente Médio e garantir que as sanções globais contra a Coreia do Norte sejam mantidas.

As guerras civis na Síria e no Iêmen também devem ser questões com as quais a nova embaixadora será confrontada.

O presidente é um grande crítico da ONU, alegando que foca mais na burocracia do que nos resultados e que traz custos para Washington.  Em junho, retirou o país do Conselho de Direitos Humanos da entidade, sob a justificativa de que mantinha um "viés anti-Israel". Também cortou o repasse de verbas para o programa de assistência a refugiados palestinos.

 
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