Descrição de chapéu Venezuela Governo Bolsonaro

Opositor venezuelano diz que recebeu 'respaldo pleno' de Eduardo Bolsonaro

Juan Guaidó articula plano para acabar com a ditadura de Nicolás Maduro

Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, durante ato em Caracas - Carlos Garcia Rawlins - 16.jan.2019/Reuters
São Paulo

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, confirmou nesta quinta (17) que recebeu um telefonema do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) no domingo (13) após ser detido e liberado por agentes de inteligência do governo Maduro em Caracas.

Segundo o líder do Legislativo venezuelano, Eduardo “deu um respaldo pleno ao que estamos fazendo para recuperar nossa democracia”, disse Guaidó em entrevista ao jornal O Globo.

Ele afirmou ainda que por meio do deputado federal, que é filho do presidente Jair Bolsonaro, “estamos coordenando uma ligação com o Executivo do Brasil”.

Guaidó disse os opositores de Maduro discutem uma lei para construir um governo de transição. "Precisamos envolver as Forças Armadas, o TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) no exílio, a diáspora venezuelana, todos".

O líder do Legislativo não apontou prazos para que isso aconteça, mas disse acreditar que "tudo pode ser muito rápido".

Ele convocou protestos nas ruas para o próximo dia 23 de janeiro, e disse não temer a repressão. "Nosso temor não é voltar a ser reprimidos. Nosso temor é continuar vivendo esta tragédia.".

Na sexta-feira (11), Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela, com base em uma interpretação da Constituição do país, um dia após Nicolás Maduro tomar posse de seu segundo mandato, que não foi reconhecido pelo Brasil, pelos EUA e por outras entidades internacionais.

Na terça (15), a Assembleia Nacional declarou Maduro como usurpador da presidência e anunciou a criação de um governo de transição para substituí-lo.

"O presidente da Assembleia Nacional garantirá o cumprimento das normas legais até que se restitua a ordem democrática e o Estado de Direito no país", diz o texto aprovado pela instituição. 

No entanto, a Assembleia atualmente não tem força política para impor a decisão ao ditador. Desde 2017, a Casa na prática teve seus poderes retirados pelo regime e repassados para a Constituinte, controlada pelo governo Maduro.

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