Descrição de chapéu Venezuela

Cresce condenação internacional a Maduro por violência ao bloquear entrega de ajuda humanitária

Neste domingo (24), manifestaram-se a União Europeia, a ONU e o secretário de Estado dos EUA

Caracas e Bruxelas | Reuters e AFP

A condenação internacional ao ditador venezuelano Nicolás Maduro cresceu neste domingo (24), depois que tropas bloquearam a entrada de caminhões com ajuda humanitária ao país no sábado (23).  

Violência na fronteira da Venezuela com a Colômbia, quando caminhões tentavam fazer entrega de ajuda humanitária
Violência na fronteira da Venezuela com a Colômbia, quando caminhões tentavam fazer entrega de ajuda humanitária - Marco Bello/Reuters

A União Europeia (UE) repreendeu neste domingo (24) os atos de violência e o uso de “grupos armados” na Venezuela pelo governo de Nicolás Maduro para impedir a entrada de suprimentos.

“A recusa do regime a reconhecer a urgência humanitária conduz a uma escalada das tensões”, lamentou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 países-membros da UE.

“Rejeitamos o uso de grupos armados irregulares para intimidar os civis e os legisladores que se mobilizaram para distribuir a ajuda”, insistiu no comunicado.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, também se declarou "comovido" com as mortes de civis e pediu que se "evitasse uma maior escalada"  ​

Em uma entrevista à CNN, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, expressou sua confiança de que os dias de Nicolás Maduro na Venezuela “estão contados”, após os distúrbios registrados neste sábado (23).

“As previsões são difíceis. Apontar os dias exatos é difícil”, declarou. “Acredito que o povo venezuelano vai garantir que os dias de Maduro estejam contados”, ressaltou.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, vai participar nesta segunda (25) de uma reunião com o Grupo de Lima, que tem feito oposição a Maduro há meses.

O vice-presidente brasileiro, general Hamilton Mourão, vai representar o país. O Brasil pede a aliados que se juntem a um “esforço de liberação” do país sul-americano.

O grupo é formado por 14 países das Américas, dos quais apenas o México não reconhece o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Enquanto isso, o presidente colombiano, Iván Duque, denunciou a "barbaridade e violência" e disse que o encontro marcado para segunda-feira (25) vai discutir "como apertar o cerco diplomático contra a ditadura da Venezuela". 

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