Descrição de chapéu Venezuela

Deputados europeus querem entrar na Venezuela via Colômbia

Políticos fazem nova tentativa no próximo sábado (23) e buscam encontro com Juan Guaidó

Madri | AFP

Os deputados do Partido Popular Europeu (direita), que teve a entrada na Venezuela impedida pelo governo de Nicolás Maduro no domingo (17), tentarão ter acesso ao país via Colômbia no próximo sábado (23), levando a ajuda humanitária que tentam entregar ao líder oposicionista Juan Guaidó.  

 
"O ministro das Relações Exteriores da Colômbia me ligou e disse: 'Venha para a Colômbia no próximo sábado.' E nós aceitamos o convite, e o que não pudemos fazer em Caracas, tentaremos fazer no próximo sábado em Cúcuta", anunciou o deputado espanhol Esteban González Pons aos jornalistas em Madri.  

Em vídeo publicado uma conta de Guaidó em rede social , Pons aparece ao lado de três colegas denunciando a expulsão pelo governo de Maduro. 

Ele chefiou a delegação de cinco eurodeputados —além de Pons, os espanhóis José Ignacio Salafranca e Gabriel Mato Adrover, a holandesa Esther de Lange e o português Paulo Rangel— do Partido Popular Europeu (PPE). Todos foram barrados pelo governo do ditador Nicolás Maduro.  

A delegação havia sido convidada por Guaidó, que foi reconhecido como presidente da Venezuela por mais de 50 países. O objetivo era se encontrar com ele, com ONGs e tentar visitar o líder da oposição preso Leopoldo López, explicou o espanhol.  

O líder da oposição venezuelana e autodeclarado presidente em exercício, Juan Guaido (D) saúda os voluntários do movimento "Coalizão Venezuela e Ajuda à Liberdade"
O líder da oposição venezuelana e autodeclarado presidente em exercício, Juan Guaido (D) saúda os voluntários do movimento "Coalizão Venezuela e Ajuda à Liberdade" - Yuri Cortez - 16.fev.19/AFP

Pons pediu à União Europeia e à Espanha que abandonassem o Grupo de Contato dos países da Europa e da América Latina, que defende novas eleições presidenciais como solução pacífica para a crise na Venezuela. 

Ele também pediu que a UE retire as credenciais dos embaixadores de Maduro em países europeus e aplique sanções a seu chanceler, Jorge Arriaza, que acusou os deputados de tentar visitar a Venezuela "com fins conspiratórios".

Nesta segunda-feira (18), Espanha e França condenaram a decisão do governo de Maduro de impedir a entrada dos deputados. 

"Condenamos a atitude do governo da Venezuela, Sr. Maduro. Governo que não os deixou entrar. Nós fizemos o nosso melhor para que isso aconteça", lamentou Josep Borrell,  ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, quando chegou a uma reunião com outros políticos europeus em Bruxelas.

O ministro explicou que o embaixador da Espanha na Venezuela fez todos os arranjos possíveis para solicitar e facilitar a entrada desses parlamentares. "A última novidade é que eles não conseguiram entrar", lamentou.

O chanceler venezuelano Jorge Arreaza publicou em rede social, por meio dos canais oficiais diplomáticos, que "o grupo de deputados que pretendia visitar o país com propósitos conspiratórios, que não seria admitido e foram convidados a desistir e evitar outra provocação".

O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, também expressou protestos pela decisão de impedir a entrada de parlamentares europeus, quando chegou a reunião em Bruxelas, onde o grupo discute a situação da Venezuela.

Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, um defensor da oposição venezuelana, lamentou a decisão de Maduro e pediu que a União Europeia adote "medidas de resposta consistentes com esta nova afronta".

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