Enviado do Vaticano à França é investigado por alegações de assédio sexual

Luigi Ventura, 74, é suspeito de ter tocado as nádegas de funcionário da prefeitura de Paris durante evento de Ano-Novo

Paris

Autoridades francesas estão investigando alegações de que o embaixador do Vaticano na França molestou um funcionário da prefeitura de Paris, informou uma autoridade nesta sexta-feira (15).

A autoridade disse que o arcebispo Luigi Ventura, 74, que ocupa o posto na capital francesa há uma década, é suspeito de ter tocado as nádegas do funcionário durante o discurso de Ano-Novo da prefeita Anne Hidalgo.

O presidente da França, Emmanuel Macron (esq.), cumprimenta o núncio apostólico na França, Luigi Ventura, em cerimônia no Palácio do Eliseu, em Paris - Ludovic Marin - 4.jan.18/AFP

Ventura "acariciou de maneira insistente e repetida as nádegas do jovem durante a cerimônia. Ele colocou as mãos em suas nádegas várias vezes", informou a autoridade da prefeitura.

Uma fonte do Judiciário confirmou que uma investigação preliminar contra Ventura está em andamento.

O Vaticano soube da investigação pela mídia, disse o porta-voz Alessandro Gisotti.

"A Santa Sé está esperando a conclusão da investigação", acrescentou.

O papa Francisco vem sendo criticado pela maneira como a Igreja Católica está tratando de uma crise de abusos sexuais duradoura.

Embora a maior parte da atenção recente tenha se concentrado nos Estados Unidos, na Austrália e no Chile, o julgamento do arcebispo de Lyon no mês passado colocou a elite do clero europeu novamente sob os holofotes.

O cardeal Philippe Barbarin é acusado de não tomar providências a respeito de alegações antigas de abusos sexuais de um padre contra escoteiros em sua diocese. Espera-se um veredicto para o dia 7 de março.

Além disso, o papa Francisco admitiu o abuso de freiras cometido por padres e revelou o caso de uma ordem religiosa na França onde as freiras eram mantidas como escravas sexuais.

Reuters
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