Ataque a tiros em escola de Suzano remete a crimes similares nos EUA

Entre 2017 e 2018, houve quinze massacres em instituições americanas de ensino

São Paulo

​Embora não haja uma definição precisa de massacres em massa com armas de fogo, há um consenso de que os Estados Unidos são o país com a maioria dos crimes deste tipo no mundo, de acordo com a emissora CNN. Muitas das vítimas são crianças e adolescentes, mortas ou feridas em horário de aula.

A rede BBC noticiou que o ano passado foi o mais mortal em relação a ataques a tiro em escolas, com 113 vítimas. Segundo levantamento do canal Fox News, entre maio de 2017 e maio de 2018, foram quinze ocorrências em instituições de ensino primário e médio no país, a exemplo do que aconteceu nesta quarta (13), em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. 

Dois homens encapuzados mataram, identificados como Luiz Henrique Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, mataram oito pessoas, entre elas, cinco alunos e duas funcionárias da escola estadual Raul Brasil e deixaram ao menos outros 11 feridos. 

O crime no Brasil traz à memória o massacre da escola de ensino médio Columbine, no Colorado, em 1999, que entrou para a história como marco desse tipo de violência. Foram 13 vítimas no crime que inspirou até um filme, "Elefante", do cineasta americano Gus Van Sant.

A Folha compilou uma lista dos principais ataques com armas de fogo em escolas dos Estados Unidos ocorridos desde Columbine.


18 de maio de 2018, escola de Santa Fé: Dimitrios Pagourtzis, 17, mata oito estudantes e dois professores na escola de ensino médio Santa Fé, no Texas. Ele é preso e indiciado por assassinato e lesão corporal qualificada contra funcionários públicos.

20 de abril de 1999, escola Columbine: Os adolescentes Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, mataram 12 colegas e um professor antes de se suicidarem na escola de ensino médio Columbine, em Littleton, no Colorado

Fachada da escola de ensino médio Columbine - Thomas Cooper/Getty Images/AFP


 

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.