Naufrágio de balsa deixa mais de cem mortos em Mossul, no Iraque

Acidente aconteceu durante comemoração do Ano-Novo curdo; maioria das vítimas é de crianças e mulheres

Bagdá | AFP e Reuters

Cerca de cem pessoas, em sua maioria mulheres e crianças que não sabiam nadar, morreram nesta quinta (21) em um naufrágio de uma balsa no Rio Tigre, em Mossul, no Iraque, durante a celebração da festa de Norouz, o Ano-Novo curdo.

O barco naufragou por excesso de passageiros, diz o chefe da Agência de Defesa Civil de Mosul, Husam Khalil. “Normalmente, ele transporta 50 pessoas. Havia 250 a bordo.” Cinco funcionários da balsa foram presos.

Equipe de resgate procura sobreviventes no Rio Tiger após naufrágio de uma balsa durante comemorações do Ano-Novo curdo
Equipe de resgate procura sobreviventes no Rio Tiger após naufrágio de uma balsa durante comemorações do Ano-Novo curdo - Reuters

O acidente, o pior no país dos últimos anos, provocou comoção na cidade, que havia retomado há pouco tempo comemorações como o Norouz e outros passeios familiares pelas margens do rio, depois de passar mais de três anos sob o comando do grupo terrorista Estado Islâmico

O primeiro-ministro iraquiano, Abdel Mahdi, foi até o local do acidente e declarou três dias de luto nacional, de acordo com uma emissora local.

Cinco funcionários da balsa foram presos nesta quinta-feira, disseram fontes de segurança. Agentes do resgate ainda procuravam por passageiros desaparecidos.

O número de mortes tem subido nas últimas horas à medida que as forças de emergência localizam novos corpos.

Números do ministério do Interior indicam 94 mortos e 55 pessoas resgatadas. Um balanço anterior registrou 19 crianças e 33 mulheres entre as vítimas. 

A balsa transportava famílias até o complexo turístico de Mossul, local tradicional para piqueniques durante as comemorações do Ano-Novo curdo.

Nos últimos dias, choveu forte na região, e as autoridades abriram eclusas para baixar o nível da água dos reservatórios próximos a Mossul. Elas alertaram o público para evitar as margens do Rio Tigre. 

As equipes de resgate enfrentam dificuldades, já que grande parte dos hospitais e clínicas de Mossul foram destruídos durante a ocupação da cidade pelo Estado Islâmico, entre 2014 e 2017.

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