Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Ao lado de Netanyahu, Bolsonaro visita o Muro das Lamentações

Presidente brasileiro também foi à Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Velha de Jerusalém

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante a vista ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, na qual foi acompanhado pelo premiê israelense Binyamin Netanyahu
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante visita ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, na qual foi acompanhado pelo premiê israelense, Binyamin Netanyahu - Menahem Kahana/AFP
 
Daniela Kresch
Tel Aviv

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) visitou nesta segunda-feira (1º) dois dos locais mais sagrados da Terra Santa.

Primeiro ele foi à Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Velha de Jerusalém, considerado por muitos cristãos o local onde Jesus foi crucificado e ressuscitou.

Depois, o presidente seguiu para o Muro das Lamentações, também na Cidade Velha. O local é sagrado para os judeus e marca o ponto onde ficava o Templo Judaico destruído há 2.000 anos. 

Bolsonaro foi acompanhado na visita pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu — a primeira vez que um premiê de Israel visita o local ao lado de um chefe de outro Estado.

Seguindo a tradição, o brasileiro também colocou um bilhete com uma prece no local. “Deus olhe pelo Brasil”, escreveu Bolsonaro na nota. 

Como a Cidade Velha fica na parte oriental de Jerusalém, área disputada por israelenses e palestinos, poucos líderes mundiais aceitam visitar o local ao lado do primeiro-ministro israelense.  

Em geral, as autoridades estrangeiras preferem classificar a ida ao Muro como uma ação de caráter privado e não como uma visita de Estado.   

Assim, a presença de Netanyahu na visita do brasileiro tem um simbolismo importante, em mais uma sinalização de apoio do governo Bolsonaro ao atual premiê. O presidente não visitou a Mesquita de Al-Aqsa, sagrada para os muçulmanos, e sua agenda não inclui passagem pelos territórios palestinos.  

A visita conjunta também é uma boa oportunidade para Netanyahu posar na frente do Muro das Lamentações com um líder internacional a oito dias das eleições gerais no país.

As pesquisas mais recentes mostram que a coalizão de direita liderada por ele deve disputar o comando do Parlamento com a sigla centrista Azul e Branco. 

Ao chegar a Israel no domingo (31), Bolsonaro disse que o Brasil vai abrir um escritório de negócios em Jerusalém, mas não anunciou a mudança da embaixada para a cidade, como desejava Netanyahu. 

Como a cidade é reivindicada por israelenses e palestinos, a maior parte dos países mantém sua representação diplomática em Tel Aviv. O presidente brasileiro fica em Israel até quarta-feira (3). 

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