Descrição de chapéu Venezuela

'Não tem mais volta, as pontes foram queimadas', diz Mourão sobre Venezuela

Para vice-presidente, movimento para deposição da ditadura de Maduro é irreversível

Bruno Boghossian
Brasília

O vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, disse acreditar que a tentativa de deposição de Nicolás Maduro na Venezuela é um movimento irreversível.

"Não tem mais volta. As pontes foram queimadas", afirmou o general da reserva à Folha.

Mourão, que acompanhou as negociações diplomáticas em torno da crise venezuelana, considera que a articulação dos líderes oposicionistas deve levar à derrubada da ditadura liderada por Maduro ou a um conflito interno no país.

"A presença de [Juan] Guaidó e Leopoldo López liderando o movimento na rua demonstra que foram para o tudo ou nada. Ninguém faz isso se não tem uma carta na manga", disse. ​

O vice brasileiro participará de uma reunião de emergência convocada pelo presidente Jair Bolsonaro para o início da tarde desta terça-feira (30) para discutir a situação da Venezuela. Também irão ao encontro os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).

Líderes da oposição do país vizinho, Juan Guaidó e Leopoldo López foram no início da manhã desta terça até a base aérea de La Carlota, em Caracas, para anunciar o apoio de militares dissidentes na luta contra o regime do ditador Nicolás Maduro.

“Hoje soldados que são valentes vieram até aqui porque nosso Primeiro de Maio começou hoje. Estamos chamando as Forças Armadas para acabar com a usurpação hoje.” Guaidó deu as declarações por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, no qual aparece cercado de militares que o apoiam, armados, e ao lado de López.

No fim de fevereiro, Guaidó foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto, pouco tempo depois de ter feito juramento como “presidente interino” da Venezuela.

O governo brasileiro apoia a oposição venezuelana contra o regime de Maduro, mas militares e o próprio presidente têm negado qualquer iniciativa de intervenção no território do país vizinho.

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