Descrição de chapéu Venezuela

Grupo de Lima quer ajuda de Cuba para buscar saída na Venezuela

Países vão convidar Havana, aliada de Maduro, para participar das conversas sobre a crise no país

Ministro das Relações Exteriores do Peru, Nestor Popolizio (ao centro), acompanhada por ministros de Relações Exteriores membros do Grupo de Lima, faz anúncio após reunião no Ministério das Relações Exteriores, em Lima, Peru
Ministro das Relações Exteriores do Peru, Nestor Popolizio (ao centro), acompanhada por ministros de Relações Exteriores membros do Grupo de Lima, faz anúncio após reunião no Ministério das Relações Exteriores, em Lima, Peru - Mariana Bazo/Xinhua
Lima | AFP

O Grupo de Lima decidiu nesta sexta (3) convidar Cuba e o Grupo de Contato Internacional (GCI) para participar de maneira conjunta de uma solução para a crise política na Venezuela. A decisão ocorreu após uma reunião de emergência do bloco na sede do Ministério de Relações Exteriores do Peru.   

"Os países do Grupo de Lima decidiram fazer as gestões necessárias para que Cuba participe da busca de uma solução para a crise na Venezuela", disse o chanceler peruano, Néstor Popolizio, ao ler comunicado sobre os acordos fechados na reunião.

Igualmente "decidiu propor ao Grupo de Contato Internacional uma urgente reunião de representantes de ambos os grupos para buscar a convergência no propósito comum de alcançar o retorno da democracia na Venezuela".

A reunião de emergência foi realizada para avaliar a crise na Venezuela após a tentativa de rebelião contra o ditador Nicolás Maduro feita por um grupo de militares em apoio ao líder opositor Juan Guaidó, que o bloco diplomático reconhece como presidente interino.

​O comunicado está assinado pelos chanceleres e delegados da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

A Venezuela foi representada pelo dirigente opositor Julio Borges e o embaixador de Guaidó em Lima, Carlos Scull.

O Grupo de Lima reiterou na declaração o pedido "à Rússia, Turquia e a todos aqueles países que ainda apoiam o regime ilegítimo de Nicolás Maduro a favorecer o processo de transição democrática". Tanto Ancara quando Moscou apoiam o ditador. 

A reunião do bloco ocorreu por conta do "início da fase decisiva do processo de recuperação democrática e fim da usurpação" por parte do regime liderado por Maduro, afirmou o chanceler peruano.

O encontro durou cerca de cinco horas e foi realizado no Palácio da Torre Tagle, sede da chancelaria peruana, com a presença de sete ministros de Assuntos Exteriores e seis vice-ministros dos países que integram o bloco, informou o governo do Peru.

A participação do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, através de videoconferência não foi possível por problemas técnicos, segundo o chanceler peruano.

O convite para a participação de Cuba e do GCI é novidade do comunicado e parece ser uma tácita admissão da necessidade de unir esforços para uma solução negociada para a crise.

O Grupo de Contato Internacional (GCI), que trabalha por uma saída negociada para a crise venezuelana, é formado por Alemanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido, assim como Bolívia, Equador, Uruguai e Costa Rica. O GIC promove "eleições livres" na Venezuela.

Os representantes deste grupo vão se reunir na próxima segunda-feira na Costa Rica. O Grupo de Lima foi criado em janeiro de 2017 para defender a democracia pela via pacífica na Venezuela.

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