Descrição de chapéu Venezuela

Guaidó autoriza embaixador a discutir com EUA presença de grupo terrorista na Venezuela

Presidente da Colômbia pediu cooperação do opositor para combater guerrilha

Sylvia Colombo
Buenos Aires

O líder opositor Juan Guaidó disse neste sábado (11) que ordenou a Carlos Vecchio, nomeado pela Assembleia Nacional, de maioria antichavista, como embaixador nos EUA, para que discuta com o país a presença da guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano.

Vecchio deverá se reunir com o general americano Craig Faller, que lidera o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, com a finalidade de "estabelecer relações de cooperação".

Juan Guaidó em discurso na capital Caracas neste sábado (11)
Juan Guaidó em discurso na capital Caracas neste sábado (11) - Ivan Alvarado/Reuters

As declarações de Guaidó surgem um dia depois do pedido do presidente colombiano, Iván Duque, para que o líder opositor permitisse que os guerrilheiros do ELN fossem buscados e presos na Venezuela.

Guaidó fez esse pronunciamento em concentração na praça Alfredo Sadel, em Caracas, durante uma manifestação convocada para este sábado (11). Reforçou, porém, que por ora discute-se apenas cooperação.

"Sempre falamos de cooperação, pois a intervenção na Venezuela já existe, e uma das provas é a penetração do ELN com a proteção do usurpador Nicolás Maduro", disse.

Acrescentou que, ao conversar com Duque sobre o tema, este reafirmou que a Colômbia "não iria ter dúvidas em colaborar" para que a Venezuela "vença o flagelo do terrorismo".

Sobre a intimidação e os ataques sofridos por deputados da Assembleia Nacional, Guaidó afirmou que "não é com pichações, prisão e gruas que irão deter a Assembleia. Não temos medo, este é um ponto de não retorno."

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