Irlanda do Norte prende quatro homens por morte de jornalista

Lyra McKee, 29, foi atingida por tiro disparado por grupo dissidente Novo IRA

Londres | AFP

Quatro homens foram detidos nesta quinta-feira (9) devido à investigação sobre a morte da jornalista Lyra Mckee em 18 de abril, em Londonderry, informou a polícia da Irlanda do Norte. 

"Quatro homens de 15, 18, 38 e 51 anos foram detidos na cidade esta manhã, em relação aos atos violentos registrados nas ruas de Creggan na noite da morte de Lyra Mckee", afirmou o comissário Jason Murphy.

A jornalista Lyra McKee em Belfast, na Irlanda do Norte
A jornalista Lyra McKee em Belfast, na Irlanda do Norte - Jess Lowe/Jess Lowe Photography/AFP

Eles estão em prisão provisória e serão interrogados pela polícia em Belfast.

De acordo com as autoridades norte-irlandesas, McKee, que tinha 29 anos, morreu ao ser atingida por um tiro disparado por um homem que abriu fogo contra um grupo de policiais durante distúrbios no bairro católico de Creggan em Londonderry.

responsabilidade pelo crime foi admitida pelo grupo dissidente republicano Novo IRA em 23 de abril, em uma declaração ao jornal The Irish News, na qual pediu "sinceras desculpas à companheira, à família e aos amigos de Lyra McKee", que morreu "tragicamente quando estava perto das forças inimigas".

A morte da jornalista provocou grande comoção no Reino Unido e na vizinha República da Irlanda, com as recordações do conflito sangrento entre republicanos e unionistas que sacudiu a província britânica da Irlanda do Norte durante 30 anos, deixando quase 3.500 mortos. 

A violência entre nacionalistas, majoritariamente católicos e partidários da reunificação da Irlanda, e unionistas protestantes, defensores da permanência como parte da Coroa britânica, chegou ao fim em 1998 com o Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, que determinou a retirada das forças britânicas e o desarmamento do Exército Republicano Irlandês (IRA).

Persistem, no entanto, pequenos grupos de republicanos dissidentes que lutam pela reunificação da Irlanda, inclusive com o uso da violência, como o Novo IRA, criado em 2012.

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