Descrição de chapéu Venezuela

Brasil e Argentina se livraram de virar Venezuela, diz chanceler argentino

Para Jorge Faurie, Bolsonaro no poder vai alavancar relações bilaterais

Sylvia Colombo
Buenos Aires

O chanceler argentino, Jorge Faurie, disse nesta quinta-feira (6) que "houve uma aceleração em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, principalmente depois da chegada do presidente Bolsonaro ao poder".

Faurie também disse que o presidente brasileiro aparece com "um olhar para o futuro igual ao nosso". "Nós acreditamos na liberdade, acreditamos que os fatores econômicos estejam mais flexíveis para trabalhar e ter competitividade, e desde esse ponto de vista há uma coincidência nas reformas estruturais que ele está levando adiante no Brasil e que nós queremos levar adiante aqui na Argentina".

"Esse olhar conjunto é o que vai projetar o Brasil e a Argentina para recuperar o nível que podemos ter como nações importantes dentro da América do Sul", afirmou.

Os presidentes Jair Bolsonaro e Mauricio Macri, em encontro na Casa Rosada - Martín Zabala/Xinhua

O chanceler argentino ainda disse que “os dois presidentes estão enormemente preocupados com o drama dos venezuelanos". "Querem que a América Latina não volte para trás, que os populismos não nos tirem a esperança nem a liberdade.”

Segundo o ministro, Bolsonaro afirmou que a Argentina escapou por pouco de viver uma situação como a da Venezuela, assim como o Brasil —em referência ao kirchnerismo e aos governos do PT.

Sobre o fracasso das discussões entre representantes do ditador Nicolás Maduro e a opisição liderada por Juan Guaidó, na Noruega, Faurie disse que "as tratativas têm de continuar quando há uma verdadeira vontade de negociação das duas partes".

"O Grupo de Lima ainda pode aportar a fonte negociadora da vontade democrática. A Maduro lhe corresponde a vontade da outra parte. Ele tem de dar um passo, ele tem um povo que está com fome, sem medicamentos, sem liberdade. Se ele não se comove, seu povo se comoverá."

Sobre o apoio à candidatura de Macri por parte do governo brasileiro, o chanceler Ernesto Araújo disse que "temos que trabalhar com o que há agora, e não imaginar o que pode acontecer caso o kirchnerismo ganhe no futuro".

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