May condena envenenamento de ex-espião em encontro glacial com Putin no G20

Líderes se reuniram pela 1ª vez desde ataque ao ex-espião russo Serguei Skripal

Osaka (Japão) | AFP

A primeira-ministra britânica, Theresa May, pediu nesta sexta-feira (28) ao presidente russo, Vladimir Putin, que ponha fim a "atos irresponsáveis de desestabilização que ameaçam o Reino Unido e seus aliados" em uma reunião bilateral à margem do G20 no Japão. 

Caso contrário, "não pode haver normalização nas relações bilaterais", advertiu a premiê, segundo um porta-voz de Londres.

Esta é a primeira reunião dos dois líderes desde o envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal em 2018 em território britânico. ​

A premiê britânica, Theresa May, cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em encontro bilateral durante a cúpula do G20
A premiê britânica, Theresa May, cumprimenta o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em encontro bilateral durante a cúpula do G20 - Reuters

Durante sua reunião com Putin, May disse que há "provas irrefutáveis de que a Rússia estava por trás do ataque".

Apesar do tom glacial do encontro, a premiê disse que está "aberta à possibilidade de um relacionamento diferente, mas para isso o governo russo tem que escolher um caminho diferente". 

As autoridades britânicas indicaram antes do encontro que esta reunião não significava uma normalização das relações com Moscou.

"Há um entendimento sobre a necessidade de reviver essa cooperação no interesse dos empresários de ambos os países", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Por sua parte, Vladimir Putin disse no início de junho que ele quer "virar a página relacionada a espiões e ataques" nas relações com Londres. 

Serguei Skripal, um ex-coronel da inteligência russa condenado por espionagem em favor do Reino Unido e depois trocado com outros agentes duplos, foi encontrado inanimado em um banco público em 4 de março de 2018 em Salisbury, no sul da Inglaterra. 

Londres acusa o serviço de inteligência militar russo (GRU) de ter tentado envenená-lo com a ajuda de um agente tóxico. 

Moscou nega qualquer responsabilidade neste caso, o que causou uma crise diplomática com a expulsão mútua de representantes. 

 

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