Catorze países europeus concordam com novo acordo sobre imigração, diz Macron

Itália não participa de negociações; país é uma das portas de entrada do continente

Paris | Reuters

Catorze países da União Europeia concordaram com um novo "mecanismo solidário" proposto por Alemanha e França para distribuir imigrantes entre os membros do bloco, disse o presidente francês Emmanuel Macron nesta segunda-feira (22). 

"A conclusão da reunião desta manhã é que, em princípio, 14 Estados membros, por enquanto, expressaram estar de acordo com o documento franco-germânico", disse.

O mandatário não entrou em detalhes sobre a nova iniciativa que classificou de "rápida" e "automática". 

Ministros de Relações Exteriores e do Interior de diversos países europeus estão reunidos em Paris para discutir questões de imigração e segurança —na semana passada, eles se encontraram na Finlândia com o mesmo propósito.

Uma autoridade próxima à Presidência francesa afirmou à agência de notícias Reuters que, além de França e Alemanha, Finlândia, Luxemburgo, Portugal, Lituânia, Croácia e Irlanda sinalizaram de forma clara suas intenções de dar prosseguimento ao novo mecanismo. 

Matteo Salvini, ministro do Interior da Itália, não participou das negociações —o país é um dos que mais recebem imigrantes no continente, a grande maioria vindos pelo mar Mediterrâneo em embarcações precárias. 

Em uma carta ao seu par francês, Christophe Castaner, Salvini alertou para o efeito das decisões "tomadas exclusivamente em Paris e Berlim". 

A Itália acolheu quase todos os imigrantes resgatados por grupos humanitários no mar até que uma coalizão populista assumiu o governo em 2018 e imediatamente procurou fechar os portos do país aos navios de auxílio. 

De acordo com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), ao menos 426 pessoas morreram tentando chegar à Europa pelo mar Mediterrâneo neste ano. 

Macron também afirmou que a França pediu ao governo da Líbia para que garantisse que imigrantes não fossem mais presos no país e que medidas adequadas fossem tomadas para preservar a segurança deles.

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