Youtuber morre em acidente com patinete elétrica em Londres

Caso é considerado primeira morte do tipo no Reino Unido, onde esse veículo tem uso restrito

São Paulo

A apresentadora britânica Emily Hartridge, 35, conhecida por seus vídeos no YouTube e por participar de programas de TV, morreu em um acidente envolvendo um caminhão enquanto conduzia uma patinete elétrica em Londres na sexta-feira (12), segundo o jornal The Guardian.

O choque entre ela e um caminhão ocorreu em uma rotatória em Battersea, no sul de Londres. Em julho do ano passado, um ciclista morreu no mesmo local, também ao ser atingido por um caminhão.

A celebridade da internet Emily Hartridge, que morreu em acidente com patinete elétrica no Reino Unido
A celebridade da internet Emily Hartridge, que morreu em acidente com patinete elétrica no Reino Unido - Reprodução/Instagram

Hartridge tinha mais de 340 mil inscritos em seu canal do YouTube. Ela publicava conteúdos sobre saúde mental, exercícios e vida saudável. Nos últimos dias, revelou que estava tentando engravidar. 

O serviço de ambulâncias de Londres disse à BBC que chegou ao local quatro minutos após o chamado, mas que não foi possível evitar a morte da vítima. 

A rotatória foi refeita em 2015 para aumentar a segurança dos ciclistas, mas a situação não se resolveu. Há críticas de que o novo desenho da via ficou complicado demais. 

O caso é considerado o primeiro acidente fatal envolvendo patinetes elétricas no Reino Unido. O país proíbe o uso desses veículos em vias públicas. 

Uma publicação em rede social de Hartridge informa os seguidores sobre sua morte em um acidente, sem dar mais detalhes. Ela também publicou uma série em que se desafiava a explicar qualquer coisa citando apenas dez razões. 

No Reino Unido, andar de patinetes elétricas em vias públicas –tanto ruas quanto calçadas– é ilegal. Seu uso é permitido apenas em áreas privadas se houver autorização do dono do terreno.

No início deste ano, o governo fez uma consulta pública sobre o futuro da mobilidade, na qual a população, em sua maioria, respondeu que a legislação referente às patinetes deveria mudar.

O acidente fatal acontece em meio à polêmica sobre o uso de patinetes elétricas no mundo todo. Em Paris, a morte de um usuário, que também bateu em um caminhão, aumentou o debate. Em junho, a prefeita da cidade, Anne Hidalgo, anunciou medidas para regular a circulação.

Desde o início deste mês, a cidade proibiu estacioná-las nas calçadas, e a velocidade está limitada a 20 km/h e 8 km/h em zonas para pedestres. Os veículos não podem ser utilizados em "parques e jardins" e se recomenda o uso de capacete.​

A intenção era tornar obrigatório o uso do equipamento de proteção, mas os deputados renunciaram a essa medida porque "os franceses estão cansados de que lhes imponham obrigações".

Em São Paulo, cidade por onde as patinetes elétricas fizeram sua estreia no Brasil, o prefeito Bruno Covas (PSDB) regulamentou seu uso em maio, dispondo que os usuários só poderiam utilizar os veículos com capacetes, que devem ser disponibilizado pelas empresas, e estão proibidos de circular em calçadas. 

Porém, desde o dia 31 de maio, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, é permitida na cidade a circulação de pessoas com patinetes sem uso do capacete.

Pela regulamentação da prefeitura, as empresas devem ainda promover campanhas educativas sobre o uso correto dos equipamentos, disponibilizar um manual de condução defensiva e informar mensalmente o número de acidentes com seus clientes. 

A localização das patinetes também deve ser informada à prefeitura, embora o decreto não informe em que momento essa informação deverá ser apresentada. 

Os equipamentos que estiverem estacionados irregularmente devem ser recolhidos pelas empresas. Caso contrário, eles podem ser apreendidos pela prefeitura.

O decreto, porém não estipula o que é um local irregular de estacionamento nem determina o prazo para que a empresa retire a patinete de local indevido. 

Maior operadora de patinetes de São Paulo, a Grow, dona das marcas Grin e Yellow,  afirma que a utilização das patinetes compartilhadas sem capacete pode ser feita de forma segura.

Além de recomendar o uso do capacete, a empresa orienta os usuários a observarem algumas regras de segurança, por exemplo: dar preferência ao pedestre, não usar celular ou fone de ouvido durante a condução, respeitar as sinalizações e as regras de trânsito e observar irregularidades nas vias. 

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