Colômbia diz que ex-chefe das Farc pode ter fugido para a Venezuela

Jesús Santrich, 52, está desaparecido desde o fim de junho

Bogotá | Reuters

O presidente da Colômbia, Iván Duque, disse nesta quinta-feira (11) que o ex-chefe das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e deputado Jesús Santrich, 52, pode ter fugido para a Venezuela.

Seuxis Paucias Hernández, seu nome verdadeiro, desapareceu após dispensar sua guarda em um campo de reintegração de ex-rebeldes próximo à fronteira entre os dois países em 30 de junho.

O ex-comandante das Farc Jesús Santrich em sessão no Congresso colombiano, em Bogotá - Andres Torres Galeano - 12.jun.19/Reuters

Uma ordem de prisão contra ele foi emitida pelo governo colombiano no último dia 9, depois que Santrich não compareceu a audiência judicial para responder a acusações de que teria enviado drogas para os Estados Unidos. 

Ele vinha sendo investigado pela Justiça Especial de Paz, que considerou não haver evidências suficientes de que o envio tivesse sido feito antes ou depois de assinado o acordo de paz entre as Farc e o Estado colombiano, em dezembro de 2016.

 

O governo Duque ofereceu uma recompensa de até R$ 3,5 milhões por informações que levem à sua captura. 

"Ele poderia estar na Venezuela? É uma probabilidade real, porque é próximo à área de onde ele fugiu", afirmou Duque. "Nenhum país pode protegê-lo. E se houver alguma país o protegendo, vamos denunciá-lo internacionalmente."

Investigado por um suposto envio de dez toneladas de cocaína aos EUA, que pedem a extradição do ex-guerrilheiro, ele pode ter se juntado ao grupo de dissidentes das Farc que hoje ocupa acampamentos na Venezuela, com a proteção de Nicolás Maduro.

Uma confirmação dessa suspeita deve alimentar ainda mais a tensão entre os dois países. 

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