Drones caem em Beirute, e Hizbullah culpa Israel pela ação

Grupo afirma que caso é 'muito perigoso'; governo Netanyahu não confirma ação

Beirute e Jerusalém | Reuters e AFP

O líder do Hizbullah, Sayyed Hassan Nasrallah, classificou como muito perigosa a queda, no domingo, (25) de dois drones nos subúrbios ao sul de Beirute. A região é dominada pelo Hizbullah, milícia libanesa que tem apoio do Irã.

O Hizbullah culpou Israel pelos ataques, mas Jerusalém não confirma. 

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, afirmou que os drones foram lançados para provocar tensões regionais. "A nova agressão constitui uma ameaça à estabilidade regional e uma tentativa de empurrar a situação para uma tensão ainda maior", afirmou Hariri em comunicado. Militares israelenses não quiseram comentar o caso. 

Apoiadora do Hizbullah segura foto do líder do grupo, Sayyed Hassan Nasrallah
Apoiadora do Hizbullah segura foto do líder do grupo, Sayyed Hassan Nasrallah - Aziz Taher/Reuters

De acordo com o exército libanês, um drone israelense caiu e outro explodiu perto do solo às 2h30, horário local, em Dahiyeh.

O incidente causou apenas danos materiais ao centro de mídia do Hizbullah. Não houve feridos.

A agência de notícias AFP afirma que, após o ocorrido, Nasralah ameaçou Israel com represálias. 

O incidente ocorreu horas depois de as Forças Armadas de Israel dizerem que suas aeronaves atingiram as forças iranianas e milícias xiitas perto da capital síria, Damasco, que planejava lançar "drones assassinos" contra Israel.

O monitor de guerra do Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou que dois membros do Hizbullah e um iraniano foram mortos nos ataques israelenses ao redor de Damasco.

Segundo os militares israelenses, a aeronave atingiu agentes da Força Quds iraniana. A Força Quds de elite é o braço internacional da Guarda Revolucionária do Irã, inimiga de Israel.

Israel considera o movimento xiita do Hizbullah, apoiado pelo Irã, uma ameaça em sua fronteira.

Um conflito em 2006 entre os países matou quase 1.200 pessoas no Líbano, a maioria civis, e 158 em Israel, a maioria soldados. A guerra durou um mês.

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