Descrição de chapéu The New York Times

Secretário de Justiça critica irregularidades em prisão onde bilionário morreu

William Barr falou de problemas 'preocupantes' em instalações onde Jeffrey Epstein foi achado morto

The New York Times

O secretário da Justiça dos Estados Unidos, William Barr, disse nesta segunda-feira (12) que "sérias irregularidades" haviam acontecido na prisão federal de Nova York, onde o financista Jeffrey Epstein, por muito tempo alvo de acusações de abuso sexual contra meninas, foi encontrado morto na manhã de sábado. Ele aparentemente se enforcou.

"Fomos informados agora de sérias irregularidades nessa instalação, que são profundamente preocupantes e requerem investigação rigorosa", disse Barr. Ele não acrescentou detalhes sobre os problemas a que estava se referindo.

A morte de Epstein aconteceu apenas duas semanas depois de ele ser liberado da vigilância de prevenção a suicídios no Metropolitan Correctional Center (MCC) de Manhattan, onde estava preso enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual, disseram as autoridades.

Desde que foi liberado da vigilância, em 29 de julho, Epstein estava encarcerado na Unidade de Detenção Segura, uma das alas de maior segurança da prisão, disseram as autoridades, e deveria ter sido observado pelos guardas em intervalos regulares.

Barr acrescentou que ficou "chocado, como todo o departamento, e francamente zangado, ao descobrir os erros do MCC quanto a proteger adequadamente esse prisioneiro". Ele falou durante a conferência bienal da Grand Lodge Fraternal Order of Police, uma organização que defende os interesses dos policiais, em Nova Orleans.

O secretário instruiu o FBI e o inspetor-geral do Departamento da Justiça a iniciar investigações sobre o que estava acontecendo na prisão nos dias e horas que antecederam a morte de Epstein. O prisioneiro já havia sido encontrado inconsciente em sua cela no mês passado, como resultado do que pode ter sido uma tentativa de suicídio.

Barr e o Departamento da Justiça querem saber por que ele foi tirado da vigilância de prevenção de suicídio apenas dias depois que esse incidente foi descoberto.

"Vamos desvendar o que aconteceu", disse Barr. "Haverá prestação de contas".


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O comandante geral da Justiça americana também disse que o suicídio de Epstein não levaria ao fim da investigação sobre outras pessoas que podem tê-lo ajudado a traficar meninas adolescentes para fins de sexo.

Ele foi acusado de abuso sexual contra centenas de meninas adolescentes, em suas mansões em Manhattan e Palm Beach, Flórida. "Os co-conspiradores que existam não devem sentir alívio", disse Barr. "As vítimas merecem justiça, e a terão."

Tradução de Paulo Migliacci 

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