Região da Itália oferece R$ 3.100 mensais a quem se mudar para cidades vazias

Contrapartida é abrir um negócio local; país enfrenta queda do número de habitantes

São Paulo

O governo da região de Molise, no sul da Itália, anunciou que oferecerá 700 euros mensais (R$ 3.126), durante três anos, para pessoas que queiram se mudar para pequenas cidades que sofreram com a perda de moradores nos últimos anos.

No entanto, há uma contrapartida: será preciso abrir um negócio local.

"Queremos que as pessoas invistam aqui. Elas podem abrir qualquer tipo de atividade: uma padaria, uma papelaria, um restaurante. É uma forma de soprar vida nas nossas cidades enquanto também aumentamos a população", afirmou Donato Toma, presidente da região de Molise, ao jornal inglês The Guardian. 

Rua de Larino, na região de Molise, na Itália
Rua de Larino, na região de Molise, na Itália - Pietro Valocchi/Wikimedia Commons

O plano atenderá a cidades da região com menos de 2.000 habitantes. Os municípios também receberão dinheiro para melhorar sua infraestrutura e realizar atividades culturais. 

Molise tem, ao todo, cerca de 305 mil moradores. Como comparação, tem tanta gente quanto o distrito da Lapa, em São Paulo. 

A região perdeu 9.000 moradores desde 2014. Ao norte de Nápoles, Molise tem área de 4.438 km², número menor do que a do Distrito Federal do Brasil (5.802 km²).

O edital com as regras para pleitear o benefício ainda será divulgado. Não foi informado se pessoas de outras nacionalidades poderão se candidatar. 

A Itália tem atualmente menos de 55 milhões de habitantes, número mais baixo em 90 anos. A população encolhe porque nascem poucos bebês no país e muitos jovens vão para o exterior em busca de salários melhores.

Para atrair moradores, algumas cidades passaram a revender casas abandonadas por valores simbólicos, como 1 euro (R$ 4,47), para quem quiser ir morar nelas. Outras liberaram alguns desses imóveis para abrigar imigrantes vindos da África. 

"Nós focamos muitos molisenses que vivem fora da região e pretendem retornar à sua terra, e também em não molisenses que desejam desfrutar da tranquilidade e da saúde do nosso território", disse Antonio Tedeschi, conselheiro da região, em uma rede social. 

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